Tempero exótico na telinha

Acostumada com formatos gringos, Bandeirantes importa o reality show culinário “Masterchef”

iG Minas Gerais | anna bittencourt |

Time. Apresentada por Ana Paula Padrão, atração conta com três renomados chefs de cozinha
Isabel Almeida/czn
Time. Apresentada por Ana Paula Padrão, atração conta com três renomados chefs de cozinha

A Band está se tornando especialista em adaptar formatos estrangeiros e “abrasileirar” seus conteúdos. Assim como o “CQC”, “A Liga” e “Polícia 24 Horas”, todos da produtora argentina Cuatro Cabezas, e “O Mundo Segundo Os Brasileiros”, da Eyeworks, mais um gringo chega para incrementar a grade. Nesta terça, dia 2, estreia o “Masterchef”. A franquia, presente em 145 países, reúne aspirantes a chefe de cozinha em busca do prêmio de R$ 150 mil, além de um carro e um curso de três meses na badalada Le Cordon Bleu, em Paris, na França. O reality show é apresentado por Ana Paula Padrão, que chega à Band com o intuito de deixar a imagem de âncora de jornal para trás e assumir uma postura mais leve e conectada ao entretenimento. “Estou muito à vontade. Muito do que eu faço aqui é jornalismo. Faço a ponte entre os personagens, o júri e o telespectador, além de traçar o perfil de cada um, que é basicamente uma reportagem”, compara, satisfeita, a apresentadora.

Além de Ana Paula, o programa conta com um júri de três renomados chefes de cozinha. Erick Joaquim, Henrique Fogaça e Paola Carosella são os responsáveis por dizer sim ou não aos participantes. Da seletiva inicial, com 300 pessoas, o número de candidatos foi reduzido para 50, que tiveram a oportunidade de fazer audições com os jurados. “Como são todos amadores e ninguém nunca fez sequer um curso de gastronomia, os pratos têm um lado muito afetivo e regional”, opina Fogaça. Após as audições, o programa começa com um total de 16 participantes.

Criado no Reino Unido, a versão brasileira do “Masterchef” vai contar com as mesmas regras aplicadas, mas ganha um tom verde e amarelo. “Já trabalhei em vários lugares do mundo, mas a culinária brasileira é única. Sempre aparece uma farofa, um feijão, um arroz que diferem completamente do que foi feito em outros países”, explica a argentina Paola Carosella, que, embora more no Brasil há 13 anos, está aprendendo novos sabores a cada programa gravado. “Já engordei quatro quilos em dois meses de gravações”, diverte-se Paola.

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