Após goleada, Adilson Batista não resiste e pede demissão no Vasco

Para o jogo de volta com o ABC, pela Copa do Brasil, o time carioca será comandado pelo ex-jogador Jorge Luiz

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O treinador Adilson Batista conduziu um treino técnico com os jogadores nesta sexta e depois comandou um rachão descontraído.
MARCELO SADIO/ VASCO.COM.BR
O treinador Adilson Batista conduziu um treino técnico com os jogadores nesta sexta e depois comandou um rachão descontraído.

Depois da goleada do Avaí, por 5 a 0, em São Januário, neste sábado, o técnico do Vasco, Adilson Batista, não resistiu e pediu demissão. O treinador, que chegou ao clube na reta final do Brasileiro de 2013, não teve êxito ao tentar manter o time na elite e também não conseguiu levar o elenco à liderança da Série B.

“Tomei a decisão de sair para deixar a atmosfera mais tranquila. Penso muito no clube, sem vaidade pessoal. Acho que a melhor alternativa é a minha saída para as coisas fluírem”, justificou o agora ex-técnico.

Adilson afirmou que parte da torcida não gostava do seu nome, o que não o fez mudar o seu jeito de ser. “Sei que são partes da torcida. Torcidas ditas organizadas, que a gente sabe como se organizam também, nunca gostaram. Mas não vou mudar meu jeito. Não vou fazer média, não vou pagar nada. Sou cumprimentado nas ruas. O torcedor comum do Vasco tem bom senso, sabe avaliar”, disse.

O diretor executivo Rodrigo Caetano afirmou que não havia opção e ressaltou que foi uma decisão em comum acordo.

Adilson fez uma avaliação de sua passagem pelo time carioca. “Perdemos o Estadual, tivemos problemas no Brasileiro e ainda estamos vivos na Série B. Consigo suportar carga negativa, a pressão, mas, às vezes, passa para eles (jogadores). Então, é melhor eu sair, deixar os jogadores mais leves. É ano politico, muito interesse. Penso no clube, quero que o Vasco ganhe a competição, e por isso acho melhor eu sair. Os garotos têm condições de ganhar, quem sabe com outro técnico melhore”, analisou.

Sem nome

Com relação ao novo técnico do Vasco, Rodrigo Caetano afirmou que é cedo para apontar um nome. “A gente nunca espera que uma derrota como essa vá acontecer, e é evidente que não se começou a pensar nada sobre isso. Não sei nem se o auxiliar do Adilson (Gustavo Nicolini) vai continuar, porque não tive tempo de conversar com ele ainda, talvez saia junto com o Adilson”, observou. Para a próxima partida, na terça-feira, no jogo de volta com o ABC, pela Copa do Brasil, na Arena das Dunas, o time será comandado pelo ex-jogador Jorge Luiz, que é auxiliar-técnico fixo do Vasco. Como empatou o jogo de ida, em São Januário, em 1 a 1, a equipe precisa vencer ou empatar por pelo menos 2 a 2 para avançar.  

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