Fina porcelana

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“O mineiro é um povo lindo, de bom gosto, generoso, amoroso, talentoso, equilibrado, que tem tudo para despontar no Brasil”
LEO LARA/NITRO/divulgação
“O mineiro é um povo lindo, de bom gosto, generoso, amoroso, talentoso, equilibrado, que tem tudo para despontar no Brasil”

Fina porcelanna      

O nome da bela, que também é fera, é o de nossa amiga Anna Paola Frade Pimenta da Veiga. Ela fica ainda mais bonita ao expor sua inteligência e talentos, contando um pouco de sua vida, suas impressões sobre Minas Gerais, a arte, muita arte; o pai, saudoso e grande jornalista Wilson Frade e, principalmente, que gente é pra brilhar, não pra sofrer, morrer.

 

Anna Paola, onde você foi “inaugurada”?

Nasci e cresci em Belo Horizonte. Minha história de vida foi feita em Belo Horizonte. Meus dois filhos, João, 23 anos, e Pedro, 20 anos, nasceram em Belo Horizonte, no Mater Dei. Minha mãe, Edma, é do Vale do Mucuri e meu pai, o jornalista e colunista social Wilson Frade, já falecido, também é de Belo Horizonte. Minha mãe ainda mora na mesma casa colonial da Pampulha, à beira da lagoa, ao lado do PIC.

 

A casa da Pampulha, com seus cinco mil metros quadrados, é famosa pela pinacoteca de mais de 500 telas...

A casa está preservada, intacta. Tem uma grande importância para mim, é uma referência, foi onde nasci e cresci. É também referência na história de Minas. Os mineiros mais importantes passaram ou frequentaram a casa. E convivi com estes amigos de meu pai, amigos de todos os segmentos sociais. Não tem dinheiro que pague esta experiência. De todos os quadros, meu favorito é um grande painel de Augusto Rodrigues, “Meninas de Ouro Preto”. Presenciei a pintura deste painel. Não só deste como de outros grandes artistas mineiros e do Brasil. Nasci respirando arte.

 

Qual a melhor lembrança que guarda de seu pai?

A melhor e certamente a primeira, ainda dentro da barriga de minha mãe (rindo), foi o barulho das teclas de sua máquina de escrever. Certamente por isso trabalho com comunicação. Não sou formada em jornalismo, mas vivo e trabalho como uma, sem a menor cerimônia. Sigo o exemplo de meu pai e seus quase 50 anos de jornalismo, trabalhando com retidão, seriedade, compromisso com a notícia e a verdade. Dele também herdei o cargo de “embaixador”, ele amava e convivia com todas as pessoas, como um embaixador.

 

Como você se define?

Sou normal (risos). Bem educada, exigente no que faço e, principalmente, muito disciplinada. Assim, acabo sendo também perfeccionista, sempre acho que posso melhorar. Sou também muito franca e amorosa. Focada e disciplinada no que me proponho a fazer. É um exercício fazer dez coisas ao mesmo tempo e terminá-las.

 

Isso também se aplica à relação com Minas?

Minha alma, a essência de minha vida é mineira. Amo a arte, a música, a gastronomia de Minas. Aqui me tornei gente. O mineiro é um povo lindo, de bom gosto, generoso, amoroso, talentoso, equilibrado, que tem tudo para despontar no Brasil. 90% do que sou aprendi aqui.

 

Minas ainda é ou pode voltar a ser uma referência para o Brasil?

Minas nunca deixou de ser. Principalmente na arte, que é muito forte. Precisa é exercitar isso, colocar todos os seus talentos no Brasil, romper as montanhas. Minas é completa, tem um tanto de tudo. Por onde passamos somos sucesso, pelos talentos e riquezas.

 

Você é conhecida como uma pessoa afetiva e carinhosa. Como é lidar com o ser humano?

A gente precisa se colocar no lugar do outro. Só assim você começa a entender as pessoas, com seus erros e acertos, de uma forma mais natural. A vida é muito difícil. Assim você entende o que são capazes de fazer. É respeito ao próximo com dignidade. As pessoas não são descartáveis. Não admito nem a palavra deslealdade. Até que provem o contrário, acho que as pessoas são boas, mas perdi a confiança, acabou.

 

Então o negócio é gente...

Gosto de gente, da convivência com as pessoas. Aprendi isso com meu pai. Sei o que quero e o que não quero. Minha personalidade é assim. Encaro os problemas de frente. Tenho personalidade forte. Sempre lutei pelo que acredito e nada foi fácil.

 

Ser bonita atrapalha?

Tem que provar muito mais que é capaz. Mas se você é normal, traz na essência a educação, as pessoas se surpreendem. Agarro no chifre do boi (risos).

 

Fale-nos sobre sua praia: decoração, revistas...

Na minha revista, “Anna”, tem tudo. É uma revista inteligente, com começo, meio e fim. É voltada para o mercado imobiliário. Trata de decoração, arquitetura, indústrias deste segmento, design, arte, paisagismo. É uma estratégia para grandes lançamentos imobiliários, usando tudo isso, com sucesso.

 

Mas você não trabalha só com o luxo...

Sem maiores detalhes, ando com os olhos voltados para o hospital Mário Penna, com quem tenho uma ligação muito forte. Devolvo para a vida toda a generosidade com que me deu.

 

As mulheres ainda têm grandes desafios a enfrentar?

Eles enfrentam desde que se levantam. É cobrada até na hora de dormir, dentro de casa, para ver a família equilibrada e, ao sair de casa, para trabalhar, provar que é boa no que faz. O mundo já sabe o valor, o tamanho, a importância, a capacidade das mulheres. Não sou feminista, sou feminina. Ser cuidada pelo homem é ótimo e muito sadio, toda mulher gosta e precisa disso. Mas o homem também precisa saber que tem uma fortaleza ao seu lado, que não se abala, nem é derrubada.

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