Iniciativas formam o lado B da Virada Cultural em BH

iG Minas Gerais | Lygia Calil |

Rita Silva à frente da banda 12dooito, uma atração da Revirada
12dooito / divulgação
Rita Silva à frente da banda 12dooito, uma atração da Revirada

Enquanto Belo Horizonte se prepara para a aguardada segunda edição da Virada Cultural, artistas se mobilizam para realizar eventos paralelos. Juntos, formam uma programação própria que desafia o caráter oficial do evento principal.

Uma das respostas é a Revirada Cultural, que começa hoje, às 16h, na rua Aarão Reis, ao lado do Viaduto Santa Tereza, e segue madrugada adentro. No ano passado, a primeira edição do evento atraiu centenas de pessoas para o vão do viaduto e a expectativa dos participantes é que hoje reúna ainda mais público.

“Estamos fortalecidos, com a programação mais encorpada. Vejo que as pessoas, tanto artistas quanto público, estão mais interessadas em entender a importância da resistência, como essa”, afirma Jefferson Gomes, um dos colaboradores do evento e membro da banda 12dooito, uma das atrações da noite.

Reunindo 14 atrações (veja a programação na página do evento no Facebook), entre bandas de hip hop, MCs, rock e reggae, a Revirada não tem um organizador oficial, por ser uma iniciativa própria dos músicos. “É um ato de artistas que veem a importância de abrir o horizonte em relação à forma de gerir a arte e a cultura, sem depender do Estado nem de marcas e empresas privadas. A rua já faz arte por si só, não é a Virada que faz isso”, explica ele.

O evento tem forte caráter político e apoia o movimento social Resiste Isidoro, em defesa dos moradores que ocupam a área chamada de Mata do Isidoro, na granja Werneck, região Norte da capital. “Usamos o palco para questionar muitas coisas que afligem a população. Não é um evento só de música, mas também de reflexão, de chamar a atenção para essas questões”, diz.

Desbunde. Mais bem-humorada, recheada de ironia e contra o preconceito aos gays, a segunda Viada Cultural acontece na rua Guaicurus, a partir das 23h. Na chamada do evento no Facebook, a descrição pede “Viadem-se sem moderação” (sic).

Iniciativa do performer Ed Marte, a celebração ainda é descrita como uma “festa-passeata-performance-viada. Um vento apartidário, sem filiação religiosa, mas não sem frescura”.

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