Estação de água trabalha com 50% de capacidade em Ouro Preto

Segundo autarquia municipal que presta o serviço, município já está em “estado de atenção” devido à falta d’água

iG Minas Gerais | ENNIO RODRIGUES |

Com capacidade pela metade, a ETA Itacolomy é responsável por abastecer os principais bairros da cidade
Comunicação SEMAE/Ouro Preto
Com capacidade pela metade, a ETA Itacolomy é responsável por abastecer os principais bairros da cidade

A principal estação de tratamento de água da cidade de Ouro Preto, na região central do estado, está operando com menos da metade de sua capacidade padrão. De acordo com o Serviço Municipal de Abastecimeto de Água e Esgoto (SEMAE), responsável pelo serviço na cidade histórica, os baixos níveis não têm previsão de serem normalizados, já que a previsão do tempo não prevê chuvas significativas nos próximos dias.

“Há dez dias estamos com falta de água, que era fornecida só durante a noite. Há quatro, nem durante a noite temos mais o fornecimento”, afirma Pedro Brettas, estudante de engenharia, que mora no bairro de Bauxita. Além desse, os bairros de Alto das Dores, Santa Cruz, Santa Efigênia, Padre Faria, Nossa Senhora do Carmo, Vila Operária, Vila dos Engenheiros, Vila Aparecida, Lagoa, Novo Horizonte e parte dos bairros Antonio Dias, Saramenha, Tavares e Barra estão com o abastecimento de água comprometido. A prefeitura acredita que cerca de 40% ou 50% da população já sofre com a falta de água.

O sistema de abastecimento de água de Ouro Preto é composto por cinco Estações de Tratamento de Água (ETA), das quais duas estão localizadas na sede urbana do município. A ETA Itacolomy é a principal fornecedora de água e também a que mais sofre com os efeitos da escassez: atualmente, ela opera com 50% da capacidade total. As demais estão estáveis, mas a prefeitura não sabe precisar quanto tempo ainda continuarão funcionando adequadamente se novas chuvas não ocorrerem.

População precisa contribuir

De acordo com a SEMAE, além do problema ambiental, a conscientização da população agrava a situação. “Às vezes a pessoa sabe que o município está passando dificuldades, mas segue lavando calçada, garagem, desperdiçando água. Só porque, no caso específico da casa dele, o racionamento ainda não chegou. isso interfere no sistema com um todo”, alerta o diretor técnico da SEMAE, Gilberto Castesiani dos Reis.

Segundo Castesiani, uma campanha de conscientização será iniciada nas próximas semanas para reforçar a importância da economia da água em toda a cidade. O município já decretou “estado de alerta” e aguarda a evolução da estiagem nas próximas semanas para passar ou não a “estado de emergência”.  

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