Casal em conflito enfrenta o luto pelo filho

Reynaldo Gianecchini e Bárbara Paz atuam como marido e esposa no primeiro espetáculo dirigido por Dan Stulbach

iG Minas Gerais | Luciana Romagnolli |

Família enfrenta perda com reações distintas, gerando desentendimentos
João CaldasDivulgação
Família enfrenta perda com reações distintas, gerando desentendimentos

Bárbara Paz assume o papel que originalmente coube à atriz Maria Fernanda Cândido na versão do espetáculo “A Toca do Coelho” que chega a Belo Horizonte amanhã, para apresentações no sábado, às 21h, e no domingo, às 20h, no Cine Theatro Brasil.

O espetáculo já passou por eventos como o Festival de Curitiba e marca a primeira direção profissional em teatro de Dan Stulbach, após experiências com espetáculos de escolas e universidades. “Era meu desejo”, conta, quando então surgiu o convite de Maria Fernanda (fora de cena por uma inadequação de agenda). “Desenhar uma cena é bom, mas tinha que ser em cima da verdade”, diz Stulbach, sobre seu estilo como diretor.

O texto do norte-americano David Lindsay-Abaire, ganhador do Pulitzer 2007, é o mesmo que deu origem ao filme “Reencontrando a Felicidade”, com Nicole Kidman na pele de mulher que perde o filho e passa a enfrentar problemas no casamento. Cynthia Nixon (“Sex in The City”) ganhou o Tony pela personagem na versão para a Broadway. “Não vi o filme nem a peça, só tinha lido o texto”, diz Stulbach.

Gianecchini faz o pai, também em processo de luto. “Eles passam por todas as fases (do luto) e cada um lida de uma maneira. A história dura nove meses, uma gestação”, conta o diretor.

A tensão se instaura justamente pelas diferenças entre as reações deles. “A maioria dos casais acaba se separando (em casos de morte de um filho)”, diz Stulbach, que pesquisou o assunto durante o processo criativo. “As mulheres acabam se fechando e os homens procuram relacionamentos fora”, observa.

O tom é o de um drama realista, com espaço para os momentos de humor que surgem no curso dos dias. “A irmã e a mãe são personagens mais leves”, comenta o diretor, e completa: “Você fala da importância da vida através da perda, é aí que celebra a existência”.

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