Candidatos de Minas contam com o “efeito Marina”

Popularidade também deve favorecer Distrito Federal e Bahia

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Campanha. Marina Silva visitou ontem feira sucroalcooleira com o vice, Beto Albuquerque (direita)
ALFREDO RISK/FUTURA PRESS/ estadão conteúdo
Campanha. Marina Silva visitou ontem feira sucroalcooleira com o vice, Beto Albuquerque (direita)

As candidaturas regionais do PSB ainda esperam “pegar carona” na popularidade de Marina Silva (PSB) que, poucos dias após a morte de Eduardo Campos, assumiu o segundo lugar na disputa presidencial. O presidente do diretório mineiro da sigla, Júlio Delgado, afirmou que a presença de Marina como cabeça de chapa impactaria, de imediato, as candidaturas em Minas, no Distrito Federal e na Bahia. Até o momento, porém, o “efeito Marina” não teve influência nas candidaturas regionais apoiadas pelo partido.  

Em Minas, o postulante ao governo, Tarcísio Delgado (PSB), se mantém com 3% das intenções de voto – mesmo índice obtido no mês passado –, conforme a pesquisa do Ibope divulgada nesta semana. A candidata ao Senado, Margarida Vieira (PSB), que se apresenta na TV como “a candidata da Marina Silva”, permanece estagnada com 2% das intenções de voto.

Para o presidente do PSB-MG, Júlio Delgado, o “efeito Marina” ainda não repercutiu nas disputas regionais porque, nos últimos dez dias, a candidata à Presidência deu atenção a sua campanha nacional. “Primeiro ela priorizou o registro de sua candidatura, depois a preparação para o debate e as entrevistas e a divulgação do programa de governo”, afirmou.

Ainda segundo Delgado, uma reunião do PSB em São Paulo, nesta sexta, vai definir as estratégias de Marina em cada Estado. É provável que ela tenha presença maior nos programas de TV do candidato a governador Tarcísio Delgado e ela deve vir mais ao Estado.

A informação foi confirmada pelo próprio candidato, que disse que a presidenciável virá a Minas Gerais pelo menos duas vezes durante a campanha. Segundo ele, Marina viria a Belo Horizonte na próxima semana e, até o fim do mês, visitaria uma cidade do interior.

Bahia e DF. Na Bahia, a candidata do PSB Lídice da Mata caiu de 11% para 9% e perdeu o segundo lugar. Para tentar reverter o cenário, Lídice quer “colar” sua imagem à de Marina, a partir do gênero. “Uma chapa de mulheres comigo, Eliana (Calmon, candidata ao Senado) e Marina cria uma sinergia própria. Temos condições de sintetizar isso com um olhar feminino e delicado sobre a vida das pessoas”, disse em entrevista nesta semana.

No Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB) oscilou de 15% para 16%. O candidato levou depoimento de Marina a seu programa na TV e adotou como slogan uma variação do mote da presidenciável: “não vamos desistir do Brasil e de Brasília.” 

Pernambuco

Efeito. O único Estado em que o desempenho do PSB cresceu fortemente foi Pernambuco, terra natal de Campos. O candidato indicado por ele, Paulo Câmara (PSB) saltou de 11% para 29%.

Mudança de estratégia para ganhar São Paulo. “Marina Silva não é mais a terceira via, é a primeira”. A frase taxativa de um dos integrantes do comando da campanha do PSB ao Palácio do Planalto define a mudança de atitude que a candidata terá nos próximos 37 dias, até o primeiro turno. Com chances de vencer a disputa para a sucessão da presidente Dilma Rousseff (PT), Marina vai calibrar o discurso e a articulação política e social de sua candidatura para se mostrar como alternativa viável ao eleitor. A nova estratégia é criar uma oratória mais firme e assertiva em que ela se apresente como quem tem condições de governar. A ideia de “alternativa à polarização”, porém, não será abandonada. O discurso é tratado como marca materializada do PSB.

Tempo de fala O blog Olho Neles do jornal O Tempo cronometrou as intervenções de William Bonner e Patrícia Poeta na conversa com Marina Silva no “Jornal Nacional”. A entrevista de Marina durou 15min15s, com 5min08s de fala dos jornalistas. Assim, Marina falou por 10min07s. Aécio teve 9min52, Dilma usou 10min15s e Eduardo Campos apareceu por 10min25s.

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