Empresas clamam por política pública

O diretor reclama que a Petrobras segura o preço da gasolina, apesar dos prejuízos

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |

Conforme o estudo “O Raio X das Recuperações Judiciais do Setor Sucroenergético” da consultoria MBF, a concentração dos pedidos de falência está nas unidades que processam até 1,3 milhões de toneladas de cana. O diretor da MBF Agribusiness Assessoria Empresarial, Marcos Françóia, destaca que parte das unidades que compõem essa faixa de moagem tiveram seus investimentos para expansão realizados justamente no período entre 2005 e 2007, aumentando o endividamento sem a resposta desejada.  

“Aliás, não basta fazer um bom plano de recuperação se o mercado não for favorável, se não tiver uma política para o setor. Não é possível recuperar uma empresa, apesar de todos os esforços, se o setor só piora a ano a ano”, diz. Impostos altos e a dificuldade do álcool concorrer com a gasolina, que tem subsídio do governo, agravam a crise no setor.

Ele explica que o endividamento foi fruto dos investimentos feitos pelos empresários do setor que acreditaram na bandeira levantada pelo governo federal da época de apoio ao combustível limpo e alternativo, o etanol. “Só que acabou que nos anos seguintes, o foco foi outro, o Pré- Sal, a gasolina”, ressalta. O diretor reclama que a Petrobras segura o preço da gasolina, apesar dos prejuízos. “Outros segmentos tem redução do IPI, por exemplo, enquanto o sucroenergético não tem incentivos”, diz.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave