Um encontro de amor com Cássia Eller

Ator e músico catarinense Emerson Espíndola se multiplica em cinco personagens, incluindo Nando Reis

iG Minas Gerais | Daniel Oliveira |

Talento. Destaques no musical, Emerson Espíndola e Tacy Campos se apresentam em Belo Horizonte amanhã com sua nova banda, a Quarto 14
Turbilhao Producoes
Talento. Destaques no musical, Emerson Espíndola e Tacy Campos se apresentam em Belo Horizonte amanhã com sua nova banda, a Quarto 14

Outro talento que desponta na “periferia” de “Cássia Eller – o Musical” é o ator e músico Emerson Espíndola. Não só pelo quesito quantidade – ele interpreta cinco personagens na peça – mas porque, ao lado de Tacy Campos, ele entrega a cena mais tocante do espetáculo, quando Eller e Nando Reis se encontram pela primeira vez.

A sequência – que começa com um diálogo desajeitado, bem característico dos dois músicos, segue com “Relicário” e termina com a bela “All Star” – é tão potente porque é um encontro de amor. Mas assim como no musical “Once”, que ela lembra muito, não se trata de um amor romântico. É um sentimento e uma conexão muito maiores, de onde nasce uma beleza divina, arte, perfeição – e, paradoxalmente, a fama que vai levar à morte da cantora.

“É a cena de que eu mais gosto na peça. É um momento muito gostoso, em que a Tacy e eu ficamos bem à vontade”, revela Espíndola. O catarinense de 24 anos começou a tocar em bandas de garagem com 14 anos em Camboriú, sua cidade natal. Aos 18, juntou-se a um grupo de teatro e, por dois anos, viajou com vários espetáculos por Santa Catarina.

“Só atuando, sem cantar, nem tocar. O mais legal do ‘Cássia’ é poder juntar essas três coisas maravilhosas – tocar, cantar e atuar – no palco”, confessa. Mas o musical, na verdade, surgiu um pouco antes na vida de Espíndola.

Com 20 anos, ele decidiu tentar a sorte no Rio de Janeiro. Foi ali que o ator teve os primeiros contatos com o gênero e voltou a estudar canto e violão. Depois de várias tentativas frustradas, Espíndola teve sua primeira grande chance ao passar no teste para o “Hair” e, em 2013, viu na internet uma nota falando de “Cássia Eller – O Musical”.

“Procurei o contato dos diretores e produtores, mas na época não tive nenhuma resposta”, lembra. Ela finalmente veio em um fim de semana de fevereiro deste ano. Na quarta-feira, Espíndola estava fazendo o teste com um agravante. “O João Fonseca era o diretor. Já tinha feito três testes com ele e não passado em nenhum”, conta.

Depois de duas semanas de testes, porém, deu tudo certo. Na peça, Espíndola vive o fã Elder, Ronaldo, um executivo de gravadora e o ator Marcelo Saback. Mas a pressão maior, claro, vem de viver Nando Reis, o grande parceiro da cantora.

“Quando contei pro meu pai, ele disse que tinha um amigo que é um grande fã do Nando. E isso me deixou muito nervoso”, ele ri. Como resultado, Espíndola mergulhou em vídeos e mais vídeos para estudar a voz e a postura do músico até não conseguir mais.

“Você acaba pirando. Quem vai ver a peça quer se emocionar com a magia da coisa. O vídeo ajuda a compor, mas depois vira uma cilada, tem que abandonar”, explica. Uma atitude que ele aprendeu com o trabalho da cantora. “Essa irreverência da Cássia, que o Fernando Nunes e a Lan Lan trouxeram e que se impregnou entre a gente na peça”, comenta.

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