Polícia investiga morte de cães em Conquista

Veterinária que atendeu animais acredita que causa foi veneno de rato

iG Minas Gerais | Camila Bastos |

Crime. 
Filhote 


(foto)

 
resistiu, mas mãe dele morreu envenenada
REPRODUÇÃO / TV INTEGRAÇÃO
Crime. Filhote (foto) resistiu, mas mãe dele morreu envenenada

A Polícia Civil de Conquista, no Triângulo Mineiro, ainda não sabe quem envenenou e matou vários cachorros na cidade, na madrugada do último dia 20. “O inquérito ainda está muito abstrato”, declarou o investigador Douglas Santana. Segundo ele, serão analisadas imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais da cidade, mas ainda não foi flagrada nenhuma atividade suspeita.

De acordo com a Polícia Civil, foram registradas seis ocorrências. No entanto, a empresária Débora Cunha, 35, conhecida por cuidar dos animais da cidade, afirma que pelo menos 12 cães morreram. Enquanto isso, moradores do município – com apenas 7.000 habitantes – vivem uma espécie de luto coletivo. Entre os animais que morreram, alguns viviam nas ruas e outros tinham tutores, mas estavam acostumados a andar soltos pelas ruas e a receber carinho e cuidados dos moradores da cidade, que estão em choque. “Aqui é muito tranquilo, o pessoal não está acostumado (com crimes) e fica chocado quando acontece algo mais grave. No dia (das mortes) os moradores estavam revoltados”, contou. Alguns animais foram levados em tempo para uma clínica em Uberaba, na mesma região, a 61 km de Conquista, e sobreviveram. “Eles apresentavam claros sinais de envenenamento, não há dúvida (da causa das mortes)”, declara a veterinária Flávia Viana, que atendeu três animais. Pelos sintomas que os cachorros apresentavam, ela acredita que o criminoso usou veneno de rato. Investigações. A tutora de um cão que sobreviveu ao suposto envenenamento entregou aos policiais um pedaço de presunto que estaria recheado de veneno e, segundo ela, teve uma porção ingerida pelo animal. A perícia do alimento ainda não foi concluída. Débora afirma ter visto a morte, por envenenamento, de uma cadela que morava na praça com uns filhotes, dos quais estava cuidando. “Eu a levei para a minha casa, para alimentar e dar banho”, lembra. A moradora afirma saber quem é o responsável pelos crime, mas não quis informar nomes. “É uma pessoa que não gosta de cachorros. Nunca reclamou antes, nunca teve confusão nenhuma, foi por pura maldade”, desabafou a empresária.

Legislação Crime. Abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados é crime. A punição prevista é de três meses a um ano de detenção, mais multa. 

Saiba mais Tipos. São vários os tipos de venenos que podem ser aplicados, e os efeitos colaterais variam de acordo com a substância. No entanto, alguns efeitos colaterais são comuns em casos de envenenamento. Sintomas. Os sinais mais recorrentes são diarreia, vômito, salivação e alterações neurológicas, com perda de coordenação motora. Casos. O mais comum é que o veneno seja colocado dentro de alimentos apetitosos aos animais, como pedaços de carne. Socorro. Segundo a veterinária Flavia Viana, que atendeu alguns casos de Conquista, em caso de suspeita de envenenamento, deve-se procurar um profissional o mais rapidamente possível. Normalmente, após os cuidados veterinários, o animal fica internado em observação. Restrições. Os profissionais não recomendam forçar o vômito do animal oferecendo água quente com sal. Dependendo do tipo de veneno ingerido, isso pode agravar mais o quadro de saúde do bicho. 

Outros casos no Estado Outras cidades do interior também tiveram ocorrências de envenenamento de animais neste ano. No último dia 15, uma gata e um cachorro foram mortos em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. Em Rio Paraíba, na mesma região, cerca de cem animais morreram envenenados no início do ano. Em maio de 2013, outros 200 morreram após ingerir veneno. Em Oliveira, no Centro-Oeste, a vítima foi uma cachorrinha famosa da cidade, conhecida como Lassie, envenenada em junho.

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