Bonecas negras criadas por nigeriano desbancam a Barbie

‘Queens of Africa’ surgiu após criador não achar presente para sobrinha

iG Minas Gerais | Da redação |

Famosas. Por mês são vendidos entre 6.000 e 9.000 exemplares das “Queens of Africa” e das “Najia Princesses”
Fotos Queens of Africa/Divulgação
Famosas. Por mês são vendidos entre 6.000 e 9.000 exemplares das “Queens of Africa” e das “Najia Princesses”

Quando foi procurar uma boneca Barbie para presentear a sobrinha em 2006, o empresário nigeriano Taofick Okoya, 44, percebeu que não havia qualquer exemplar com a pele negra. Para resolver a questão, ele teve uma ideia e criou a “Queens of Africa” (“Rainhas da África”, em tradução livre), uma empresa que produz brinquedos que atualmente desbancam até mesmo a famosa boneca norte-americana.

A Nigéria possui mais de 148 milhões de habitantes, é considerado um dos 11 países mais promissores economicamente, além de ser o país com a maior população negra do mundo.

Considerando esses dados, Okoya criou seu negócio e hoje vende entre 6.000 e 9.000 exemplares das “Queens of Africa” e das “Najia Princesses” (Princesas Najia) por mês no país, segundo o jornal britânico “The Guardian”.

Por mais que as bonecas de Okoya mantenham a semelhança com as Barbies, as rainhas e as princesas vêm em trajes e penteados africanos tradicionais, tornando o negócio consideravelmente popular. “Por enquanto temos que nos ‘esconder’ por trás da boneca ‘normal’. Quando a marca estiver consolidada, poderemos produzir bonecas com corpos maiores”, disse Okoya.

A ideia está expandindo no continente. O South Africa’s Game, que faz parte do grupo Walmart, está em negociações com Okoya para vender suas bonecas em mais de 70 lojas pela África.

As versões populares das bonecas custam cerca de R$ 7 e R$ 14. Mas os modelos especiais são um pouco mais caros – cerca de R$ 44.

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