Minas em alta

iG Minas Gerais |

Apesar de Minas Gerais ter uma federação de futebol inoperante, um campeonato estadual que não empolga e transporte público que não contempla os estádios, os nossos clubes conseguem destaque no cenário nacional e internacional. Nos últimos dez, 11 anos, o Cruzeiro disputou seis Libertadores, está próximo de conquistar o terceiro título brasileiro, trouxe uma Copa do Brasil e se fortaleceu como clube e marca. O Atlético disputou duas Libertadores e venceu uma, conquistou a Recopa, foi ao Mundial e mexeu com o mundo ao ter Ronaldinho Gaúcho vestindo a camisa alvinegra. Desde 2012, os nossos times fazem com que o eixo do futebol brasileiro se renda ao trabalho que é desenvolvido em terras mineiras. O Tupi conquistou o Campeonato Brasileiro da Série D, o América está sempre lutando para chegar à elite e no momento é o líder da Série B. O Cruzeiro está no topo da Série A desde o ano passado. Em 2012, o Atlético só não ficou com o título brasileiro porque a força do eixo influenciou. São três anos de domínio, e, pela estrutura de América, Atlético e Cruzeiro, dentro e fora de campo, tudo leva a crer em novos e belos momentos em cima do pódio. A receita é simples: centros de treinamentos modernos, diretorias atuantes e competentes e foco no torcedor.

Acima da média. A forma como o Cruzeiro vem jogando impressiona. Toques curtos, rápidos e habilidosos. Alguns jogadores, como Fábio, Léo e Henrique, estão desequilibrando. A dupla Goulart/Ribeiro mostra eficiência fora de série. São muitos e bons jogadores, que levam o cruzeirense a acreditar em mais uma Tríplice Coroa. Não chega a ser um supertime, mas é muito bom.

No caminho. O Atlético está se preparando para entrar em uma nova fase. As transições são sempre difíceis, mas o Galo está se esforçando. Apesar da insatisfação de parte da torcida, o time está muito vivo na Copa do Brasil e quase beliscando uma vaga na Libertadores. Tem muito ainda o que melhorar. O foco precisa ser no agora, mas o trabalho tem que visar 2015.

Luto. O futebol perdeu um craque dos gramados sintéticos. Gilberto Cercunde se foi de repente. Partiu sem dizer até logo e deixou a todos perplexos. A pelada de segunda-feira nunca mais será a mesma. A resenha do “Zero Grau” perdeu o sabor, e a vida ficou um pouco mais triste. Gil, vamos te guardar do lado esquerdo do peito.

Equivalentes. Quando as pesquisas diziam que o Cruzeiro tinha uma torcida maior do que a do Atlético, eu não acreditava nelas. Agora que as pesquisas apontam que a torcida do Atlético é maior do que a do Cruzeiro, eu continuo não acreditando nelas. São duas grandes e belas torcidas, que não precisam ser quantificadas. Elas se agigantam dentro dos estádios.

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