Motivos para ver a Copa do Mundo de basquete é o que não faltam

Inspirado na mobilização em torno do torneio, a equipe de O TEMPO separou razões pelas quais você precisa ficar ligado no Mundial da Espanha. Veja!

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Troféu Naismith e bola da Copa do Mundo de basquete 2014 são apresentados ao público
FIBA/Divulgação
Troféu Naismith e bola da Copa do Mundo de basquete 2014 são apresentados ao público

O basquete é, sem dúvidas, um dos esportes de maior apelo mundial. Ao lado de tradicionais modalidades como o futebol e o voleibol, a atividade criada pelo professor de educação física James Naismith, em 1891, conseguiu expandir suas fronteiras para além das quadras canadenses e norte-americanas e consolidou-se como um dos principais meios de congregação entre os povos, etnias, credos e raças.

Grande parte deste desenvolvimento se deve ao fascínio por jogadores que transformaram-se em lendas defendendo as cores de seu país, e é claro a idolatria pela NBA, uma das ligas esportivas mais assistidas em todo o planeta.

Neste fim de semana, a bola laranja volta a ocupar o imaginário dos milhares de fãs ou entusiasmados patriotas ao redor do mundo. O clima de Copa retorna, e com ele a esperança de 24 nações que lutarão pela glória nas quadras espanholas. Obviamente, as dimensões não são as mesmas do futebol, no entanto, as emoções prometem ser similares ou até mesmo mais intensas. Afinal de contas, o basquete brinca com o tempo, ignora os segundos e faz questão de derrubar os analíticos com um simples arremesso.

Inspirado nesta mobilização em torno do torneio, que a cada edição ganha ares mais significativos de importância e mídia, a equipe de O TEMPO separou motivos pelos quais você precisa ficar ligado na Copa do Mundo de basquete, torneio que terá no início no dia 30 de agosto e será finalizado no dia 14 de setembro. Confira:

Vai ser na Espanha, um país apaixonado pelo basquete

Em 1992, os Jogos Olímpicos de Barcelona ficaram marcados pela presença do "Dream Team", a equipe que mudaria para sempre a visão do mundo sobre o basquete. Com suas maiores estrelas da NBA, os Estados Unidos de Michael Jordan, Larry Bird, Magic Johnson, Scottie Pippen, Charles Barkley e cia. limitada faturaram o ouro de forma irrepreensível e abriram as portas da liga norte-americana para uma invasão estrangeira que só fez bem para o desenvolvimento do basquete como uma modalidade global. Um dos países que mais souberam se aproveitar deste fato foi a Espanha, que após anos de investimento pesado no basquete conseguiu formar uma geração de campeões.

Os números são claros, de 1992 para cá a seleção espanhola masculina faturou o título mundial, em 2006; dois Europeus (2009, 2011); duas medalhas de prata nos Jogos Olímpicos (2008, 2012), além de inúmeros títulos nas categorias de base, entre eles o Mundial sub-19 (1999), e o Europeu sub-20 (2011). Agora, atuando em casa, chegou a hora da Espanha consolidar sua posição de maior força do basquete ao lado dos Estados Unidos. O bicampeonato mundial é o maior objetivo e os apaixonados torcedores espanhóis estão prontos para dar a sua força a cada partida.

Vai ter Derrick Rose

Os Estados Unidos não contam com suas maiores estrelas. Kobe, LeBron, Carmelo, Durant, Love... A lista é grande. Mesmo assim, a seleção norte-americana entra como favorita a mais um título mundial. Grande parte desta convicção se concentra no fator Derrick Rose. Os últimos anos não foram nada favoráveis ao armador do Chicago Bulls. Uma série de graves lesões o fizeram jogar apenas 49 jogos nas últimas três temporadas da NBA. Agora, a possibilidade de um recomeço na carreira. Visivelmente saudável, Rose é a principal esperança do experiente técnico Mike Krzyzewski na luta pela manutenção da hegemonia norte-americana na modalidade. Sem sombra de dúvidas, é um dos candidatos a MVP da competição.

Possibilidade de pódio para o Brasil

Com todos os atletas da NBA à disposição, a expectativa sobre a seleção brasileira é alta. A equipe chega ao Mundial de uma forma nada convencional - convidada pela Fiba. No entanto, está será a última chance de, praticamente todo o plantel da seleção, salvar uma geração que ficou marcada pelos resultados inexpressivos. A consolidação da transformação do basquete brasileiro passa por um pódio. Os jogadores estão cientes disto, ainda mais com os Jogos Olímpicos do Rio batendo à porta.

Porque o basquete quer expandir seu território

A Fiba - Federação Internacional de Basquete - vem investindo pesado na divulgação de seu torneio mundial, tanto que até mudou o nome do certame para Copa do Mundo. Com o apoio da NBA, a intenção da entidade é seguir com o processo de expansão do basquete em todo o planeta. Uma das iniciativas é a inclusão de 32 seleções a partir da próxima Copa do Mundo da modalidade, marcada para 2019. Além disto, eliminatórias serão disputadas, inspiradas no modelo do futebol, para a definição das vagas no torneio mundial.

Expectativa de bons públicos

A Espanha é um dos melhores mercados consumidores do basquete. Os recentes sucessos da seleção, além da consolidação da Liga ACB como um dos torneios mais fortes do mundo, reforçam a expectativa de bons públicos nos ginásios espanhóis. Está será a primeira vez em um campeonato mundial que as cidades-sedes receberão uma identidade visual específica para as quadras. Uma tendência que já vinha sendo estudada desde o Mundial da Turquia, em 2010.

Ausência de estrelas não diminui espetáculo

Os times da NBA endureceram o jogo e não veremos tantos destaques da liga norte-americana em quadra na Espanha. Algumas destas dispensas se devem aos próprios jogadores, que ainda resolviam situações financeiras e contratuais com suas franquias ou que simplesmente preferiram se preparar melhor para a temporada 2014-2015. Porém, esta ausência significativa não deverá diminuir o espetáculo. Na verdade, deverá até mesmo igualar o nível técnico entre as seleções, que farão, sem dúvida nenhuma, um campeonato memorável.

Todos contra os EUA

Toda vez que começa um campeonato internacional de basquete, os dados podem até estar sobre a mesa, mas uma olhada nos participantes já traz à tona aquele pragmatismo imposto à seleção norte-americana. O favoritismo dos reis do basquete mundial é inegável. Os Estados Unidos dominam o esporte e são capazes de produzir talentos por atacado a cada ano. Todavia, não se engane. O basquete não é mais um esporte centralizado apenas na Terra do Tio Sam. Aquela velha e boa teoria de que não existe mais time bobo também se aplica ao basquete. A Espanha, com Pau Gasol, Marc Gasol, Serge Ibaka, Ricky Rubio e cia. limitada é a maior prova de que os EUA terão dificuldades para sustentar sua condição de campeões do mundo. É bom ficar de olho. Ninguém terá vida fácil.

Horários generosos e cobertura na TV

Todos os jogos da primeira fase serão disputados entre 7h30 e 17h (de Brasília), sendo que a seleção brasileira jogará na primeira fase por três vezes às 13h. Na televisão, a Copa do Mundo de basquete será transmitida pelos canais fechados ESPN e Sportv.