Saúde e má gestão são motivos para insatisfação

27,5% dos entrevistados que não aprovam o governo põem em dúvida capacidade do gestor de administrar

iG Minas Gerais | Da Redação |

A pesquisa que mostra desaprovação inédita ao governo administrado pelo prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB) traz outro dado revelador: quando o entrevistado é questionado sobre o principal motivo para a desaprovação, aparece, em segundo lugar nas citações, com 27,5%, atrás apenas da saúde, com 45,8%, a má gestão.

É a primeira vez que a forma de administrar entra como um dos principais motivos de rejeição ao prefeito Carlaile Pedrosa, o que mostra que os problemas administrativos verificados atualmente na prefeitura começam a ser percebidos pela população e colocam em cheque a fama de bom administrador que o prefeito tinha nos dois mandatos anteriores (2001 a 2008).

Em levantamentos feitos nos mandatos anteriores, o ranking de problemas trazia saúde, segurança, educação e transporte coletivo como os mais citados.

De acordo com a pesquisa CP2, além dos dois principais problemas já apontados (saúde e má gestão), a segurança também é mal-avaliada, sendo o terceiro maior motivo de desaprovação ao governo, com 9,8% das citações. Em quarto lugar, aparece a educação, com 5,8%.

A pesquisa, realizada pelo instituto CP com mil entrevistas em Betim, trouxe um quadro em que 55,2% dos entrevistados afirmaram desaprovar o governo Carlaile, contra 41,5% que disseram aprovar. A pergunta sobre o principal motivo para desaprovação foi feita apenas àqueles que responderam desaprovar a atual gestão.

Outros motivos citados foram falta de pavimentação de vias, falta de saneamento básico, falta de transporte público, promessas não cumpridas e desonestidade.

Apesar da experiência como administrador, já que o prefeito cumpre seu terceiro mandato à frente do Executivo municipal, a atual gestão vem enfrentando uma série de problemas provocados por falta de recursos e gastos exagerados em algumas áreas em prejuízo de outras.

Para resolver esse problema, no início do ano, o vice-prefeito, Waldir Teixeira (PV), enquanto esteve como interino, tomou uma série de medidas de contenção de despesas, como demissão de servidores que não trabalhavam e revisão de contratos considerados suspeitos.

Carlaile Pedrosa antecipou o fim da sua licença e reassumiu o governo em fevereiro deste ano, suspendendo as medidas de austeridade anunciadas pelo seu vice. Após reassumir, o prefeito demitiu quem fazia as reformas e disse que era “ vítima de golpe”.

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