Telefónica agora é a única candidata na negociação da GVT

Negócio vai influenciar situação da TIM no Brasil

iG Minas Gerais |

Expectativa. GVT pode ser vendida pela francesa Vivendi à espanhola Telefónica por  7,45 bilhões
VICTOR SCHWANER / O TEMPO
Expectativa. GVT pode ser vendida pela francesa Vivendi à espanhola Telefónica por 7,45 bilhões

SÃO PAULO. A francesa Vivendi informou nesta quinta que vai entrar em negociações exclusivas com a Telefónica para a venda de sua unidade brasileira de banda larga, a GVT, escolhendo a oferta da espanhola em detrimento da proposta da rival Telecom Italia. “A oferta da Telefónica se ajusta melhor aos objetivos estratégicos e financeiros do grupo”, disse a companhia em comunicado.  Com a decisão de negociar a GVT exclusivamente com a espanhola, o prazo para considerar a proposta, que era até hoje,foi ampliado em até três meses. A Telefónica elevou uma oferta inicial de € 6,7 bilhões pela GVT para € 7,45 bilhões, aumentando a parte a ser paga em dinheiro. A Telefónica vai dar à Vivendi uma participação de 12% na entidade brasileira combinada, dos quais cerca de um terço pode ser trocado por uma participação de 5,7% na Telecom Italia, da qual a Telefónica também é sócia, se a Vivendi assim desejar. A Telecom Italia havia oferecido € 7 bilhões em dinheiro e ações. Caso a Vivendi venda a GVT à Telefónica, a operação ainda terá de ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No entanto, se a Vivendi optar por adquirir participação acionária na Vivo (da Telefónica) e na TIM (da Telecom Italia), a aprovação da compra, pelo Cade, será mais difícil. Comercialmente, o acordo será positivo à companhia espanhola, que poderá vender pacotes quatro em um (telefone fixo, celular, internet e TV) fora de São Paulo. Além disso, representará um passo para a saída da Telefónica da Telecom Italia, uma das imposições feitas pelo Cade em 2013. O objetivo seria evitar conflitos de interesse e garantir a concorrência, já que os espanhóis controlam a líder Vivo e possuem, indiretamente, uma participação de 10% na TIM.  Um analista estrangeiro que preferiu não ser identificado disse que a velocidade com que a Vivendi rejeitou a Telecom Italia é “embaraçosa”. E que a italiana seria deixada em uma posição muito mais fraca no Brasil, tendo a necessidade de buscar uma parceria com a Oi ou vender a TIM Participações.

GVT cresce Expansão. A GVT, criada há 14 anos, foi comprada pela Vivendi em 2009, após disputa com a Telefónica. Na época, a GVT cobria 84 cidades. Hoje, ela atua em 153, com 1,5 milhão de clientes.

TIM pode ser fatiada entre concorrentes São Paulo. A venda da GVT não é o único acerto que irá modificar o mercado de telecomunicações no Brasil. Nesta quinta, o banco BTG Pactual, contratado pela Oi, deu o primeiro passo para comprar a TIM e fatiá-la entre suas três concorrentes: Vivo, Claro e Oi. A instituição financeira prepara uma oferta para comprar a participação de 67% da Telecom Italia na segunda maior operadora do Brasil. Os papéis da italiana na companhia brasileira têm valor de mercado equivalente a R$ 18,5 bilhões.

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