Operário morre ao cair do 18º andar de prédio no bairro Cruzeiro

Mestre de obras da construção declarou à polícia que a vitima teria se desequilibrado ao tentar ajustar o cinto de segurança, quando caiu do andaime

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Operário morre ao cair do 18º andar de prédio no bairro Cruzeiro
REPRODUÇÃO / GOOGLE MAPS
Operário morre ao cair do 18º andar de prédio no bairro Cruzeiro

Um operário morreu, na tarde desta quinta-feira (28), após cair do 18º andar de um prédio em construção no bairro Cruzeiro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O mestre de obras que estava no local afirmou à polícia que o companheiro de trabalho teria se desequilibrado ao tentar arrumar o cinto de segurança, conforme o boletim de ocorrência.

Ezio de Almeida, de 35 anos, trabalhava há três anos em uma empresa terceirizada que presta serviço para a empreiteira contratada para executar a construção do edifício, localizado na rua Minas Novas.

Nesta quinta, por volta de 14h30, a Polícia Militar (PM) foi acionada para registrar uma ocorrência de acidente de trabalho com morte, no imóvel. No local, o mestre de obras teria relatado aos militares que o funcionário estava arrumando o cinto de segurança, quando se desequilibrou no andaime e caiu.

Almeira, que morava no bairro Veneza, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana, trabalhava no assentamento de ACM (revestimento de alumínio), quando aconteceu o acidente.

O corpo do operário foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. Uma perícia foi realizada no local e o laudo deve ficar pronto em 30 dias.

Denúncia

O Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias da Construção de Belo Horizonte e Região (Sindicato Marreta), que atende a categoria, declarou que a empresa responsável pela obra se negou a passar o endereço da família do operário. 

Além disso, o sindicato denunciou que operários que atuam nessa construção estão trabalhando de forma irregular ultrapassando o horário regular de trabalho da categoria. 

A reportagem de O TEMPO tentou contato com a empresa em que Almeida trabalhava, mas ninguém atendeu as ligações. 

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