Após grave lesão, Tinga descarta aposentadoria e agradece apoio

Aos 36 anos, o jogador admitiu que teve medo de o lance ter marcado o fim da sua carreira nos gramados

iG Minas Gerais | DIEGO COSTA |

 atleta agradeceu o incentivo no aeroporto e também pelas redes sociais, envolvendo torcidas de vários times do país
UARLEN VALÉRIO/O TEMPO
atleta agradeceu o incentivo no aeroporto e também pelas redes sociais, envolvendo torcidas de vários times do país

Do susto à surpresa com o carinho recebido por torcedores, colegas de clube e diretoria celeste. Foi o que o volante Tinga viveu desde a última sexta-feira. Na manhã desta quinta, o atleta abriu a casa dele para comentar a recuperação da fratura que sofreu na fíbula e tíbia da perna direita, durante um treino na Toca da Raposa II.

O incidente ocorreu em uma dividida com o goleiro Rafael. Tinga relembra que viveu momentos de tensão quando percebeu a gravidade da lesão.

"O lance foi muito rápido. Normal de treino. Lembro que o Dagoberto jogou a bola para mim, quando virei, já houve um choque. A bola estava mais para o Rafael do que para mim. Foi um contato mesmo, normal do futebol. Até hoje, a gente não pôde identificar o que aconteceu. Já, pelo barulho, eu percebi que minha perna tinha quebrado. Um barulho como madeira quebrando. Quando fui levantar a perna, o pé ficou. A partir dali que comecei a sentir dor. É muita, você não consegue ver muito o que se passa por causa disso", contou o volante cruzeirense.

Aos 36 anos, o jogador admite que teve medo de o lance ter marcado o fim da sua carreira nos gramados. Após a cirurgia, que ocorreu no último sábado, ele já entrou em fase de recuperação e anda com o auxílio de muletas. Mais calmo, Tinga deixou o temor da aposentadoria de lado.

"Foi a primeira coisa que veio à minha cabeça. Primeira vez que tive uma lesão grave na minha carreira. Quando você olha a perna, a fratura. Algumas pessoas que já sofreram falam que já tinha acabado para elas. Meu desespero foi esse. Não era o fim que esperava para mim. Graças a Deus, já na ambulância, o médico foi me acalmando. Falou que sofri a fratura mais simples que poderia ter ocorrido. Mas a primeira coisa (que passou pela cabeça) foi mesmo que teria de me aposentar", relatou.

O departamento médico do Cruzeiro não divulga o tempo de recuperação dos atletas, mas a assessoria do clube rechaçou o prazo de dez meses para Tinga voltar a entrar em campo. O contrato do volante vai até o dia 31 de maio. Assim, caso o atleta ainda esteja em tratamento, o vínculo teria de ser prorrogado.

O jogador destacou a importância do apoio que vem recebendo dos companheiros de time, da torcida e diretoria para encarar a delicada lesão.

"Eu senti isso. Algumas coisas eu vi na hora, ainda meio tonto, você escuta. Lembro do Nilton chorando, do Moreno, Dagoberto, Ceará, o Marlone disse uma palavra que confortou bastante. Depois também houve um apoio de muitos jogadores, da diretoria, do presidente, da mulher do presidente. São coisas que a gente vê que eles têm muito carinho. Estou há dois anos no clube e parecem 20 anos já, tamanha a identificação. Através dos problemas tenho tido uma aliança maior com o Cruzeiro", concluiu Tinga.

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