Campanha de Dilma diz que Marina é 'incerteza de uma aventura'

As propagandas de Dilma e Aécio no rádio destacaram o debate entre presidenciáveis de terça-feira (26) e a "experiência" da petista e do tucano no comando do país e de Minas Gerais, respectivamente

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Dilma diz perdoar torcedores que a xingaram em abertura da Copa
Associated Press
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O crescimento de Marina Silva (PSB) nas pesquisas de intenções de votos para a Presidência levou a campanha de rádio da presidente Dilma Rousseff (PT) e a do senador Aécio Neves (PSDB) a direcionarem ataques à candidata nesta quinta-feira (28). Ambos optaram por não citar a pessebista nominalmente.

As duas propagandas destacaram o debate entre presidenciáveis de terça-feira (26) e a "experiência" da petista e do tucano no comando do país e de Minas Gerais, respectivamente. Aécio governou o Estado de 2002 a 2010.

Após dizer que Dilma é uma gestora "sem promessas vazias", a peça do PT veiculou trecho do embate televisivo em que a petista, em interação com Marina, disse que "um presidente não pode liderar só discursando".

Em seguida, um dos narradores diz temer que um candidato de oposição seja eleito e acabe com o programa Mais Médicos. Outro completa: "Pois é, ninguém quer a incerteza de uma aventura, nem a volta ao passado". A crítica se refere a Marina, cujo partido nunca governou o país, e Aécio, filiado político do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

É a primeira vez que a propaganda do PT critica Marina, apontada pelo Ibope como vencedora em uma disputa de segundo turno com Dilma.

Na propaganda de Aécio, foi explorado o slogan "para fazer funcionar, melhor quem já fez funcionar". Foram veiculados trechos de falas do debate em que o candidato menciona suas experiências no Estado que governou. Além disso, um narrador diz que, com o tucano, "você sabe claramente o rumo que o Brasil vai ter". "Para ele, reduzir a inflação e fazer o Brasil voltar a crescer não é papo, é compromisso", acrescentou.

O programa de rádio de Marina repetiu o discurso de "superação da velha política do Brasil" e foca seus ataques em Dilma. "Não precisamos dar ministérios em troca de tempo de TV e não nos submetemos à chantagem política de ninguém", disse.