PT e PSDB minimizam dados

Aliados de Dilma Rousseff e Aécio Neves cuidam de desacreditar crescimento de Marina Silva

iG Minas Gerais |

Desempenho. Ex-presdiente do Banco Central, Henrique Meirelles se surpreendeu com pesquisa
ANTONIO CRUZ-ABR
Desempenho. Ex-presdiente do Banco Central, Henrique Meirelles se surpreendeu com pesquisa

Brasília. Em meio à divulgação de duas pesquisas de intenção de votos – Ibope anteontem e CNT ontem – que apontaram a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, disparando na segunda posição na corrida e vencendo a presidente Dilma Rousseff (PT) no segundo turno, tanto os aliados da petista quanto os do tucano Aécio Neves trataram de desqualificar a projeção da ex-senadora.

Nesta quarta-feira o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que o PT não tem que escolher nem “temer nenhum adversário” na corrida ao Palácio do Planalto. “Eu não vejo nenhum problema (de a disputa ser com Marina). Na verdade, nós não temos que escolher adversário, nem temer nenhum adversário”, comentou Carvalho a jornalistas, após participar da posse do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), em Brasília.

Auxiliares da presidente atribuem o crescimento de Marina à comoção provocada pela morte trágica do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, no dia 13 de agosto.

Com o novo cenário, Dilma está sendo obrigada a reformular sua estratégia, passando a mirar mais a ambientalista e a questionar a experiência administrativa da candidata do PSB. “Acho que, para um presidente da República, é intrínseco se preocupar com a gestão, porque, se não se preocupar com a gestão, esse presidente da República está querendo ser ou rei ou rainha da Inglaterra”, disparou a petista na última segunda-feira, 25, em coletiva de imprensa.

A mesma crítica foi feita ontem por Aécio a Marina Silva. “O Brasil não é para amadores. A complexidade dos problemas que nós temos pela frente demanda experiência e quadros”, disse Aécio, após inaugurar um programa de voluntários de campanha em São Paulo.

O tucano disse reconhecer ter havido uma mudança “abrupta” no quadro eleitoral em razão da morte de Eduardo Campos, mas afirmou que seu projeto de governo não é “improvisado”, em outra crítica indireta a Marina. “O Brasil não vai querer a continuidade do que está aí nem correr novos riscos. Somos a mudança segura que o Brasil aguarda”, afirmou.

Em sua página do Facebook, o senador e vice na chapa de Aécio, Aloysio Nunes, afirmou que Marina não foi “nem cá, nem lá” no primeiro debate presidencial, que aconteceu na terça-feira, promovido pela Band. “Ela é o resumo da linha política dos candidatos mais competitivos”, avaliou. “Em resumo, ficou cada vez mais claro: Aécio é oposição; Dilma, situação; e Marina, enrolação”, pontuou.

Conselhos

Resposta. O ministro Gilberto Carvalho rebateu as críticas de Aécio Neves ao decreto que institui os conselhos populares e disse que o tema é objeto de luta eleitoral “sem nenhum sentido”.

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