Robô estilo ‘Star Wars’ agora é o novo mensageiro de hotel

Empresários dos EUA garantem que ideia não é substituir ‘talentos humanos’

iG Minas Gerais | John Markoff The New York Times |

Esperto. Quando chega ao elevador, Botlr envia um comando wireless para a porta se abrir e toma cuidado para ficar fora do caminho
PETER DASILVA
Esperto. Quando chega ao elevador, Botlr envia um comando wireless para a porta se abrir e toma cuidado para ficar fora do caminho

Cupertino, EUA. Pense nele como o irmão do Exterminador do Futuro, que é amigo dos seres humanos. Num saguão de hotel em frente ao campus corporativo da Apple, nos Estados Unidos, um funcionário da recepção coloca uma tesoura na cesta de um robô com 1 m de altura, e digita o número do quarto numa tela. O robô Botlr emite um bip de reconhecimento e sai rolando para o elevador, e para seu destino final.

O hotel Aloft, na Califórnia, começará a testar esse mensageiro robótico, um veículo de serviço com rodas concebido para levar itens da recepção do hotel aos quartos dos hóspedes. Seja apenas um maneirismo ou um sinal do futuro, o Botlr é o mais recente de uma nova geração de robôs – como o carro sem motorista do Google, o robô de suprimentos médicos para hospitais Tug e o caddy elétrico Caddytrek para golfistas – que estão ganhando o cotidiano.

Sem muita surpresa, esses pequenos passos robóticos na direção do mainstream causaram alguma preocupação: quais são as consequências da inteligência artificial mais esperta do que nós como vista em filmes como “Ela”? E será que o próximo estágio da automação das máquinas levará à eliminação de mais empregos?

A Aloft Hotels e a Savioke, start-up do Vale do Silício que projetou o Botlr, insistem que não estão interessados na automação como uma ferramenta para economizar com mão de obra. Eles afirmam estar simplesmente polindo a pequena marca tecnológica da cadeia de hotéis enquanto esperam acrescentar alguma eficiência. “Vejo isso como um aprimoramento a nosso serviço para o cliente”, declarou Brian McGuinness, vice-presidente sênior da Starwood Hotels para suas marcas Specialty Select. “Os robôs não serão substitutos dos talentos humanos”.

Experimentais. De fato, a capacidade que os robôs têm de realizar qualquer tarefa além das básicas ainda é coisa de experimentos em laboratório. A ampla maioria dos robôs é, na verdade, formada por aspiradores de pó autônomos ou cortadores e aparadores de grama.

“A aplicação colaborativa do robô, seja em fábricas, hospitais ou restaurantes, tem um futuro enorme”, afirmou Jeff Burnstein, presidente da Robotic Industries Association. “Mas o surgimento de aplicações fora das fábricas tem aparecido de forma muito lenta. Ainda deve demorar um pouco”.

‘r2-D2’. Além de ter um “colarinho” de mordomo pintado em seu peito, o Botlr não é humanoide em aparência. Na verdade, ele se parece um pouco com o R2-D2 da saga “Guerra nas Estrelas” depois de uma dieta. Ou talvez como a miniatura de uma torre de resfriamento de uma usina nuclear.

Ele não chamaria muita atenção se estivesse parado no lobby do hotel. Mas, quando em movimento, possui o ritmo rápido, adequado para o transporte de tesouras, escovas de dente, carregadores de celular, salgadinhos e até mesmo o jornal matinal a qualquer um dos 150 quartos do hotel em até dois ou três minutos. Quando o robô chega à porta do hóspede, o sistema liga para o quarto, alertando o cliente da entrega.

O robô, que possui uma câmera e outros sensores, reconhece que a porta do quarto foi aberta e então ergue o cesto que traz a entrega. Uma tela no topo do robô é usada para o hóspede inserir uma “avaliação”, em vez de gorjeta. Em troca de uma avaliação positiva, o robô faz uma pequena dança antes de partir.

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