Reconhecimento a um grande trabalho

iG Minas Gerais |

A imprensa nacional finalmente está dando a devida atenção ao trabalho diferente que Marcelo Oliveira vem fazendo no Cruzeiro. O jornal “O Globo” fez uma bela entrevista com ele, em espaço nobre, capa do caderno de esportes de domingo, onde só “bolas da vez” ou gente consagrada tem esse privilégio. É o Marcelo ocupando o lugar que merece na imprensa nacional, graças ao seu trabalho, sua simplicidade e, evidentemente, pelos resultados dentro de campo, que vêm desde os tempos da base do Atlético e do time principal do Coritiba. O Cruzeiro lhe deu estrutura e condições ideais de trabalho, e ele é grato a isso e quer ficar por muito tempo na Toca da Raposa. Sensatez I Faço minhas as palavras do leitor Anderson Palestra sobre o valor exagerado que muita gente dá ao dinheiro. Ele comentou a entrevista de Marcelo Oliveira. Confira: “Um sujeito que ganha pelo menos R$ 100 mil ao mês, e não é o caso do Marcelo Oliveira, que ganha muito mais, às vezes troca seu clube e vai ganhar rios de dinheiro em um país distante, de língua diferente, sem os familiares e amigos por perto. É um cara que pensa pouco. R$ 100 mil já é uma fortuna...” Sensatez II Prossegue Anderson Palestra: “... Com salário de um ano, se o sujeito tiver cabeça, nunca mais trabalha. Imagina ganhando isso em dez, 15 anos… Tem jogador que sai para fazer a ‘independência financeira’, mas se esquece de que é um dos privilegiados e que, se amarrar um contrato de uns três anos ganhando R$ 100 mil no mínimo, já estará milionário.” A última resposta me chamou a atenção: “Marcelo Oliveira tá ganhando bem no Cruzeiro, e seria uma burrice não continuar e viver longe da família. Ele faz o que gosta, ganha bem, mora em BH, perto de Pedro Leopoldo, perto da família, perto dos amigos. Sair pra quê?. . .” Sensatez III E finaliza o Palestra: “... Bernard tá lá num país em guerra. Deve estar arrependido. Kleber, quando trocado por Guilherme, disse ao mesmo que não seria uma boa fechar com o time da Ucrânia, mas lá foi Guilherme fazer sua independência financeira. Mesmo quando o Marcelo sair do Cruzeiro haverá propostas de ótimos clubes brasileiros, de RJ e SP, que estão próximos a BH.” Mídia nacional I Agradeço ao leitor Alexis Campos Alves, que enviou e-mail para as minhas colunas dos jornais O TEMPO e Super Notícia. “... após ler uma de suas colunas da semana passada, tive a curiosidade de assistir a alguns programas de TV de outras praças, atitude que, confesso, não tenho muita paciência, não só pelo bairrismo, mas pela futilidade e superficialidade da maioria dos assuntos tratados. Cada vez que assisto a um desses programas esportivos atuais (até os de Minas) fico com uma saudade danada dos tempos do Minas Esporte com você, o Flávio Carvalho, o José Luiz Gontijo… Aquilo, sim, era programa esportivo! Informações e opiniões sensatas, a um só tempo bem-humoradas e perspicazes, sem perder o profissionalismo e seriedade que faziam com que o torcedor se sentisse respeitado e até representado...”

Mídia nacional II Prossegue Alexis: “... No SporTV, o assunto principal hoje foi a série de seis partidas sem derrota do Flamengo. Na Fox, só se falou em centenário do Palmeiras com a provável (ou possível) chegada de Ronaldinho Gaúcho. Na Record/SP, o assunto foi a sensacional ‘arrancada’ do São Paulo e a ‘injustiça’ de Dunga ao não convocar Ganso. Já a ESPN conseguiu a proeza de debater a ‘enorme’ possibilidade de perda do título por parte do Cruzeiro. E olha que sou atleticano! Segundo um gráfico, ‘provou-se’ que, em 2009, o Flamengo estava nove pontos atrás do Inter ao fim do primeiro turno e foi campeão, e, em 2012, o Atlético tinha 43 pontos (quatro a mais que o Cruzeiro) na 18ª rodada e perdeu o título para o Fluminense. Pior é o Milton Neves falar que o Brasileirão por pontos corridos fica sem graça. Fico com a impressão de que, não fosse grande a mídia, no que diz respeito às seleções, as equipes do vôlei nacional teriam muito mais prestígio com o torcedor, principalmente se compararmos com a seleção de futebol.”

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