Mistura de ritmos do mundo todo

Com mais de 15 atrações em quatro dias de evento, o FIM traz alguns nomes internacionais inéditos no país

iG Minas Gerais | LUCAS SIMÕES |

Inovação. Duo norte- americano Meehan/Perkins apresenta um som moderno, produzido com vibrafone e bateria
BEN JOHANSEN/divulgação
Inovação. Duo norte- americano Meehan/Perkins apresenta um som moderno, produzido com vibrafone e bateria

Entre os cerca de 20 convidados a se apresentar no II Festival Internacional de Música – Percussão Contemporânea, estão alguns percussionistas pratas da casa, além de músicos internacionais que nunca se apresentaram no Brasil. Um dos principais convidados de fora é a banda norte-americana Hands On’Semble, que se dedica às pesquisas de percussões da Índia, Oriente Médio, África Ocidental, Indonésia e América do Sul, sendo incluído como um dos melhores grupos de percussão do mundo pela revista norte-americana “World Rhythm Magazine”.  Em show amanhã, às 20h, no Conservatório da UFMG, o trio formado por Randy Gloss, Austin Wrinkle e Andrew Grueschow abusa de tambores variados, como atabaques e bumbos, para condensar uma explosão rítmica. “Conhecemos algumas coisas interessantes do Brasil, como o maracatu do Chico Science. Com certeza isso nos influencia. É um prazer tocar numa terra tão cheia de ritmos do mundo todo como o Brasil”, diz o percussionista Austin Wrinkle. Outro nome de peso é o norte-americano Ted Piltzcker, especialista em vibrafone – instrumento composto de lâminas tocadas por baquetas. O músico inaugura uma novidade no festival, ao levar o jazz contemporâneo para a praça da Liberdade, a partir das 23h30 deste sábado, inserido pela primeira vez no cronograma da Virada Cultural de BH, que acontece no próximo final de semana. Misturas. Em uma das principais provas de misturas rítmicas do festival, o Grupo de Percussão da Patagônia, formado por 12 músicos, vai se apresentar ao lado do renomado percussionista Angel Frette, da Orquestra Filarmônica de Buenos Aires e diretor do Festival de Percussão Patagônia. No palco, um encontro do vibrafone com um conjunto de percussões que envolvem pandeiro, bateria, caixa e bumbo. “Vamos fazer um show mais de improviso, com obras essencialmente de argentinos e talvez de alguns brasileiros, como Tom Jobim”, adianta Angel Frette. Além desses artistas, outros músicos que vêm de fora tocam pela primeira vez no Brasil. É o caso da tawianesa Aiyun Huang, diretora do Grupo de Percussão da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, assim como o duo norte-americano Meehan/Perkins, chamados de “jovens jogadores soberbos” pela revista “New Yorker”, devido às parcerias com compositores clássicos como David Lang, Paul Lansky, Nathan Davis e John Supko. Entre as apresentações brasileiras de destaque no FIM, estão os shows com os percussionistas Rafael Leite, Bill Lucas, Fábio Oliveira e Fernando Chaib, além dos conjuntos percussivos Duo Ello e Marimbaia, que se apresentam sempre durante o dia, antes dos shows internacionais, que acontecem na parte da noite. A programação completa do evento, com horários, datas e locais dos shows, além de todos os detalhes sobre os workshops e palestras sobre percussão, podem ser consultados pelo site www.otempo.com.br.

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