Drone em acidente com Eduardo Campos é "hipótese real", diz irmão

Antônio Campos esteve nesta quarta-feira (27) em Santos, no bairro do Boqueirão, onde o avião caiu, matando o ex-governador, quatro assessores, o piloto e o copiloto

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

SP - AERONAVE/QUEDA/SANTOS/CORREÇÃO - GERAL - ATENÇÃO EDITOR: CORREÇÃO DE LEGENDA. Uma aeronave caiu sobre uma academia de ginástica na manhã desta quarta-feira, 13, no bairro do Boqueirão, em Santos. Ainda não há informações sobre vítimas. A área é residencial. O trânsito na região das ruas Vahia de Abreu e Alexandre Herculano está isolado. Viaturas do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) já se encontram no local. 13/08/2014 - Foto: GUILHERME DIONíZIO/ESTADÃO CONTEÚDO
SP - AERONAVE/QUEDA/SANTOS/CORREÇÃO - GERAL - ATENÇÃO EDITOR: CORREÇÃO DE LEGENDA. Uma aeronave caiu sobre uma academia de ginástica na manhã desta quarta-feira, 13, no bairro do Boqueirão, em Santos. Ainda não há informações sobre vítimas. A área é residencial. O trânsito na região das ruas Vahia de Abreu e Alexandre Herculano está isolado. Viaturas do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) já se encontram no local. 13/08/2014 - Foto: GUILHERME DIONíZIO/ESTADÃO CONTEÚDO

A possibilidade de um veículo aéreo não tripulado da Aeronáutica ter colidido com o avião no acidente que matou o presidenciável Eduardo Campos (PSB) é uma "hipótese real", segundo Antônio Campos, irmão do candidato.

Ele esteve nesta quarta-feira (27) em Santos, no bairro do Boqueirão, onde o avião caiu, matando o ex-governador, quatro assessores, o piloto e o copiloto.

Além de visitar pessoas que tiveram seus imóveis atingidos no acidente ocorrido no dia 13, Antônio Campos esteve no Ministério Público Federal para ter acesso ao inquérito que apura as causas da queda da aeronave.

Segundo Campos, a hipótese do drone é citada no documento. Em trecho do inquérito mostrado à reportagem, o procurador Thiago Nobre diz ter recebido a informação de que havia um drone na região e solicita informações à Aeronáutica, em ofício do último dia 25. Um dos questionamentos é sobre um equipamento do gênero que teria desaparecido na área do acidente no dia da queda, 13 de agosto.

Em entrevista à Folha no dia 16, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, descartou a hipótese que associa a queda do jatinho a uma possível colisão com veículos aéreos não tripulados. "Isso é coisa de quem quer tumultuar as investigações", afirmou.

Uma perícia realizada pela fabricante do avião apontou que as turbinas do jato estavam em perfeitas condições no momento do acidente, e, portanto, que não houve colisão com pássaros ou com qualquer equipamento.

Para o irmão de Eduardo Campos, no entanto, a colisão é uma possibilidade. "A hipótese de drone é uma hipótese real e pode ser aprofundada". Ele ainda apontou para fotos anexadas ao inquérito que mostram destroços que poderiam ser de um drone no local da queda do jatinho.

Apesar de a possibilidade de participação do drone no acidente ter sido aventada, diz Campos, ainda não há conclusões.

O equipamento citado no inquérito é o Vant (veículo aéreo não tripulado) modelo Acauã, que seria um aparelho de funções meteorológicas pertencente à Aeronáutica.

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