Com IML interditado, Sete Lagoas não tem previsão para início de obras

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, novo prédio está em fase de projeto, que ainda deverá passar por aprovações

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Local onde funcionava o IML não tinha condições de higiene para os funcionários e nem tratamento dos efluentes
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE / DIVULGAÇÃO
Local onde funcionava o IML não tinha condições de higiene para os funcionários e nem tratamento dos efluentes

Ainda não existe uma previsão para o início da construção do novo Instituto Médico-Legal (IML) de Sete Lagoas, na região Central do Estado. O prédio onde aconteciam as necrópsias na cidade está interditado desde o dia 8 de agosto, após uma inspeção feita pela Vigilância Sanitária estadual e municipal, atendendo ao pedido do Ministério Público (MP). 

Conforme nota divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde, o Posto de Coleta do IML de Sete Lagoas foi vistoriado várias vezes atendendo à requisição da 8ª Promotoria de Justiça da Comarca de Sete Lagoas. Foram encontrados vários problemas, que acarretaram em notificações com prazos para adequações das irregularidades apontadas nos relatórios. Como as irregularidades não foram sanadas pela Polícia Civil (PC), o local precisou ser interditado. 

Ainda conforme as informações da secretaria, apesar do IML ser de responsabilidade do Estado, o município atua com o material instrumental, sendo que um novo edifício para funcionamento da unidade deverá ser construído em breve. Entretanto, a obra ainda está na fase de projeto, que deverá passar pela aprovação da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). A secretaria não soube dar uma previsão para o início das obras. Enquanto isso, as necrópsias serão realizadas em uma funerária da cidade, contratada pela Polícia Civil.

Entre os problemas encontrados no local está o funcionamento em local inadequado, sem tratamentos de efluentes, sem abrigos de resíduos e sem condições de processamento de artigos, o que representa riscos à saúde dos trabalhadores e da população. O IML não seguia normas e rotinas, inclusive o plano de gerenciamento de resíduos sólidos de saúde, que foi implantado de forma a minimizar os riscos, deixando os funcionários sem condições para higienização das mãos e com condições higiênicas sanitárias deficientes. 

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