Base do Atlético tem peças para ‘corrigir’ problemas do profissional

Técnico da equipe júnior, Rogério Micale, relacionou alguns dos jogadores que podem ajudar o time principal na temporada

iG Minas Gerais | FERNANDO ALMEIDA |

BRUNO CANTINI/ATLÉTICO
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A equipe do Atlético tem problemas latentes em duas posições que, curiosamente, têm jogadores de destaque sendo minuciosamente moldados na categoria de base. 

Enquanto no time profissional Pedro Botelho e Dátolo vêm tentando mostrar que podem corrigir as falhas na lateral esquerda e na armação de jogadas, respectivamente, no elenco que disputa a Taça BH esses setores estão preenchidos por atletas que vem se destacando há mais tempo: Leonan e Dodô.

Em conversa com O TEMPO, o técnico da equipe júnior, Rogério Micale, elogiou a atuação conjunta do time atleticano, mas destacou algumas peças, além do zagueiro Gabriel e do atacante Carlos, que disputam a Taça BH, mas já integram o grupo profissional a pedido do técnico Levir Culpi.

Depois falar e reiterar a calma necessária para se fazer a transição entre a base e o profissional, Micale destrinchou, a pedido da reportagem, o perfil do lateral-esquerdo Leonan e do meia Dodô.

Confira abaixo o relato completo:

Leonan

“Ele precisa de jogo, ter essas experiências que ele está tendo, jogar no Independência com torcedor, sentir a pressão de uma arena cheia, vestir a camisa do profissional. É um menino que tem personalidade, que em termos técnicos e táticos tem uma assimilação muito boa, e fisicamente é um dos melhores do clube, não do júnior, mas sim do clube em termos de avaliação, de potência de jogo. A gente acredita muito nele”.

Dodô

“O Dodô em termos de qualidade é indiscutível. É um jogador habilidoso, mas sabemos como a torcida do Atlético é exigente em relação à participação efetiva no jogo. Já tivemos outros jogadores com enorme potencial, que infelizmente não deram certo, pois em algum momento do jogo desliga, é um pouco passivo. E é isso que cobramos muito do Dodô, para que ele possa atualizar o perfil em relação ao nosso torcedor, e quando ele conseguir isso será um jogador que poderá vingar no Atlético. Não pode ser como o mercado nacional oferece. O Ganso com toda a habilidade que a gente vê, é excepcional, foi muito cobrado por essa passividade. Então, o que eu quero do Dodô é exatamente isso. Acho que com o tempo, com a maturidade, ele vai ter. E o Dodô entendeu isso e está se empenhando nos jogos”.

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