Irmão de Hanna não consegue motorista para o micro-ônibus

Ainda segundo ela, a Cowan pagou o dinheiro que a família deixou de ganhar no suplementar desde o acidente até o último dia 8, quando o novo micro-ônibus foi entregue

iG Minas Gerais | Luciene Câmara |

Além de carregar o trauma da queda do viaduto Batalha dos Guararapes – que matou sua irmã, Hanna Cristina Santos, 25 –, o motorista Tiago Carlos dos Santos, 28, está trabalhando dobrado para manter o sustento da família. Desde o último dia 8, quando a empresa Cowan, responsável pela obra que desabou, lhe entregou um novo micro-ônibus, em substituição ao que foi esmagado na tragédia, ele está cumprindo sozinho a carga horária da linha suplementar 70 (Conjunto Felicidade/Shopping Del Rey).

Até agora, segundo familiares, ninguém quis dividir com ele o posto, antes ocupado por Hanna. De acordo com a mulher de Tiago, Débora Nunes, 30 – que trabalhava como cobradora no micro-ônibus, ao lado de Hanna, na hora do acidente – Santos está trabalhando ao menos dois turnos no dia. “Está sendo difícil para ele por tudo o que aconteceu, mas é o nosso meio de sustento”, disse. Débora, no entanto, não quis voltar a ser cobradora. Desde o acidente, em 3 de julho, ela está afastada pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e iniciou ontem um tratamento psicológico. “Nunca mais vou voltar. Peguei medo de entrar em ônibus. Passar embaixo de viaduto feito pela mesma empresa seria horrível”. Ainda segundo ela, a Cowan pagou o dinheiro que a família deixou de ganhar no suplementar desde o acidente até o último dia 8, quando o novo micro-ônibus foi entregue. A Cowan não informou o valor pago.

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