O custo e o benefício

iG Minas Gerais |

Alex de Jesus – 13.6.2008
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Desde o último dia 20, quarta-feira, quem foi de carro para o Rio de Janeiro já pagou o novo valor do pedágio cobrado no trecho que separa Juiz de Fora, em Minas Gerais, da Cidade Maravilhosa. O preço subiu de R$ 8 para R$ 9, e, agora, para atravessar esse trecho, será necessário desembolsar R$ 27.    São três os postos cobradores, que recolhem a tarifa ao longo da rodovia. É caro? Talvez não seja barato, mas é um dinheiro bem-empregado, porque, daquela parte ao destino final, o motorista e seus passageiros parecem que estão fazendo outra viagem. Pista limpa, sem nenhum buraco ou ondulação, bem-cuidada, ampla, curvas abertas e sinalização perfeita. Carros de apoio e toda a infraestrutura para atendimento imediato. Enfim, segurança e conforto que tranquiliza os que preferem o automóvel como meio de transporte para cobrir uma distância considerável de cerca de 450 km. Mas mesmo assim muito ainda pode melhorar.  O fato de só aceitarem moeda em espécie como forma de pagamento é um acinte ao usuário da rodovia. Hoje o acesso às formas eletrônicas de transferência é enorme, não custa nada aceitar o uso do cartão, de débito, naturalmente. Essa limitação é um “privilégio” do brasileiro; nos países desenvolvidos, a grande maioria das estradas é pedagiada, e nas formas de pagamento está, obviamente, a possibilidade do cartão magnético. Facilitaria a vida de todo mundo, agilizaria o tempo em que o motorista fica parado, esperando o (a) operador (a) de caixa fazer as contas para voltar o troco, e a fila enorme que se forma seria menor. Nas rodovias paulistas, o sistema Sem Parar, com cabines exclusivas para passagem dos habilitados a essa forma de pagamento, funciona bem. Mas aí a história é diferente, porque muitos moram nas cidades vizinhas e, todos os dias ou com muita frequência, precisam atravessar o pedágio em seus deslocamentos.  É preciso muito investimento na malha rodoviária do Brasil, duplicação de rodovias e mais segurança aos que trafegam nessas estradas. Estamos anos-luz atrasados e, com o crescimento da produção de veículos, ainda mais perigoso se torna viajar de carro, principalmente em época de férias escolares e feriados. O surgimento das concessionárias de rodovias criou um mercado novo e lucrativo, que é o da tecnologia viária. Como, por lei, as concessionárias são obrigadas a investir constantemente na melhoria das estradas e garantir a segurança de seus usuários, as novidades nesse segmento não param de chegar, vindas de todos os cantos do mundo. A intenção das empresas que atuam na área de tecnologia para rodovias é tornar as estradas cada vez mais inteligentes e autossuficientes.  Para terminar, uma curiosidade: o Brasil não é o país que cobra mais caro pelo pedágio nas estradas. Perde para México, Estados Unidos, Europa e, principalmente, Japão, campeão de cobrança. Mas somos o terceiro país com o maior número de rodovias pedagiadas e só perdemos para África do Sul e China. Até a próxima.

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