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Campanhas dominam ferramentas da web para alcançar o maior número de eleitores

iG Minas Gerais | LArissa Veloso |

Aplicativo permite a eleitor tirar foto “ao lado de Marina Silva”
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Aplicativo permite a eleitor tirar foto “ao lado de Marina Silva”

Se, em 2010, as redes sociais já eram reduto fértil de páginas de internautas em apoio ou repúdio a determinado candidato, as eleições deste ano vieram para mostrar que a campanha oficial conectada em várias plataformas virtuais virou obrigação para todos os partidos.

O aumento da importância da internet também foi percebido pelo criador do Vote na Web – site que divulga projetos de lei para que internautas votem –, Fernando Barreto. “Sem dúvida, a internet está mais presente na vida das pessoas. E o assunto do momento são as eleições. Nada mais natural que essa discussão aconteça muito por meio do digital”, afirma o pesquisador. Os candidatos majoritários têm, no mínimo, contas no Facebook, no Twitter e no YouTube, além, é claro, de site oficial muito bem desenhado. No álbum de fotos do Facebook, por exemplo, imagens das caminhadas de campanha são a tônica. A timeline também inclui vídeos, esclarecimentos e até “memes” – imagens com frases que se tornam virais na internet. No Twitter, não faltam links para declarações de apoiadores, e no YouTube o que predomina são os vídeos produzidos para o horário eleitoral. Mas há também quem use ferramentas consideradas ainda “mais jovens”. O chamado “selfie” – quando uma pessoa tira uma foto de si mesma sozinha ou em grupo – tem feito a cabeça dos candidatos. Tanto que a equipe da candidata à Presidência Marina Silva (PSB) lançou um aplicativo para celular que permite fazer uma montagem com a foto do internauta, como se estivesse tirando uma foto com ela. Já Dilma Rousseff (PT) aproveitou o mote “Rousselfie”, cunhado por Jeferson Monteiro, criador da página Dilma Bolada, para pedir que os eleitores enviem para a campanha as fotos que tirarem com a candidata. A página de Aécio Neves (PSDB), por outro lado, apostou em mapas, e permite que se faça “check-in” no local onde o tucano está. Nas campanhas para o governo do Estado, os partidos também estão apostando alto na internet. O PT, por exemplo, tem uma equipe de 15 pessoas voltada exclusivamente para a campanha na web do candidato Fernando Pimentel. Já o comitê de Pimenta da Veiga (PSDB) colocou 30 pessoas nessa mesma função. O comitê do candidato Tarcísio Delgado (PSB) afirmou que não tem equipe exclusiva da internet, mas posta o conteúdo publicado na televisão e as falas do candidato. Fidélis Alcântara (PSOL) também não tem pessoal exclusivo para a internet, mas a campanha afirmou que a web é um dos principais meios de divulgação da candidatura dele.

Tudo em um Redes sociais. Além de receber o conteúdo das campanhas de TV e rádio, as páginas no Facebook, Twitter e YouTube também são uma espécie de diário de campanha, contendo desde fotos até relatos dos candidatos e de apoiadores.

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