Com muita luta!

iG Minas Gerais |

Como leitor de sua coluna, venho expressar um pouco da minha situação em relação à administração da minha empresa. Já são 17 anos. Comecei como empreendedor com a cara e a coragem, sem recursos, sem estoque e em uma praça que era totalmente desconhecida pra mim. Mas tinha conhecimento na área que iria atuar. Os negócios começaram lentamente, como era esperado. Todo o lucro que tinha era revertido em estoque. Tirava apenas o necessário para as despesas pessoais, pois não tinha outra renda. Daí em diante, comecei a trabalhar com capital de terceiros e também com pequenos empréstimos em bancos e outras instituições. Mas, graças a Deus, sempre consegui quitar todos os financiamentos no seu vencimento. Sempre quitei as obrigações sociais e principalmente fornecedores. Orgulho-me muito em dizer que nunca paguei um título em atraso e muito menos em cartório. Meu estoque começou a crescer, e consegui fazer um investimento muito sonhado. Comprei minha casa própria e, para isso, é claro que usei o nome da empresa para fazer um empréstimo no banco em um prazo mais curto (24 meses). Hoje tenho um estoque que considero ser razoável para a demanda do mercado onde atuo. Mas isso não significa liquidez. Minhas vendas não passam de um determinado patamar, que nem sempre cobre as minhas despesas. No fim do mês, não sobra nada. É mais fácil passar um camelo no buraco de uma agulha do que eu conseguir fazer um depósito no banco. Pelo contrário, tenho sempre que utilizar os limites bancários. O que fazer diante de uma situação como essa? Já apelei para várias coisas como publicidade, palestras motivadoras. Mas o resultado não foi favorável. Quero sair do sufoco, passear com minha família, mas como se eu trabalho quase que exclusivamente para pagar todas as despesas da empresa? (Antônio/Belo Horizonte – MG) Antônio, inicialmente gostaria de parabenizá-lo por ter transformado um sonho em um empresa com 17 anos de vida. Tenho certeza que não foi uma tarefa fácil. As pesquisas do Sebrae mostram que a mortalidade das empresas em nosso país ainda é muito alta. Poucas empresas conseguem completar alguns anos de vida. E a sua está no mercado e pelo seu relato com equilíbrio financeiro. Mas, infelizmente, o sucesso do passado não é mais capaz de garantir o sucesso no presente e no futuro. O mercado e os consumidores têm mudado bastante. Para exemplificar, fiz um trabalho em algumas papelarias de nossa capital. O negócio deles mudou bastante. Há 15 anos, cerca de 30% do faturamento vinha de impressos fiscais. Hoje, quase tudo nessa área é feito pela internet. É uma receita que acabou e não voltará mais. As papelarias tiveram, então, que partir para novos produtos: algumas investiram em brinquedos, outras em artigos para presente e houve até aquelas que passaram a vender produtos para artesanato.  Seu segmento também deve estar passando por transformações? E o que fazer? Buscar cada vez mais informações. Reaprender sobre o negócio. Entender quais foram as mudanças e como você pode se preparar para as oportunidades que estão se apresentando e se defender das ameaças que também estão aparecendo. E, nessas reflexões, você poderá contar com algumas entidades como o Sebrae. Ele disponibiliza uma série de cursos e consultorias que podem te ajudar. E com um custo bem acessível. Então, mãos à obra!  Mandem dúvidas e sugestões para o e-mail carloseduardo@harpiafinanceiro.com.br.

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