Tenho certeza de que escolhi o lado certo, diz Collor

Político afirmou que Alagoas não acompanhou o crescimento da região Nordeste e disse ser preciso ampliar a presença do governo federal no Estado, para a continuidade de programas como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Ex-adversário do PT e hoje aliado do partido, o senador Fernando Collor (PTB-AL), que tenta novo um mandato, justificou em seu horário eleitoral por que apoia o governo Dilma.

"Quando digo que estou com o governo federal, eu tenho certeza de que escolhi o lado certo. Houve avanços sociais importantes. Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da extrema pobreza e 40 milhões passaram para a classe média", disse, citando números caros às campanhas do PT. Collor afirmou que Alagoas não acompanhou o crescimento da região Nordeste e disse ser preciso ampliar a presença do governo federal no Estado, para a continuidade de programas como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida.

Ele disputa a reeleição na chapa do candidato a governador Renan Filho (PMDB), filho do senador Renan Calheiros (PMDB). A coligação é apoiada pelo PT.

Um dos adversários de Collor, Omar Coêlho (DEM), usou o horário eleitoral desta segunda-feira (25) para criticar a riqueza do ex-presidente, que declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 20,3 milhões.

A campanha de Coêlho classificou a lista de bens como "ostentação" e "um contraste com a pobreza de Alagoas" e destacou alguns itens.

"Ele tem propriedades em 14 empreendimentos no setor mais caro de Brasília. Tem ainda 14 carros, entre eles modelos de luxo como Ferrari, Land Rover, BMW, Cadillac, Mercedes e caminhonetes. Duas lanchas e jet kart. Só para comprar um de seus carros, a Ferrari, um trabalhador de salário mínimo teria que trabalhar durante 178 anos", diz o texto do programa de Coêlho.

Ex-presidente da OAB-AL, o candidato do DEM concorre ao Senado em uma chapa encabeçada pelo senador Benedito de Lira (PP), que disputa o governo. O PSB integra a coligação e indicou o vice, Alexandre Toledo, em um acordo que o ex-governador Eduardo Campos, morto no último dia 13, havia fechado para ter um palanque no Estado.

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