Crédito desacelera pelo sétimo mês seguido e sobe 11,4% em julho

Segundo o BC, apenas os bancos públicos ampliaram sua carteira de financiamentos no mês passado, com avanço de 0,7%

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O saldo de operações de crédito no Brasil registrou em julho o sétimo mês consecutivo de desaceleração, com crescimento de 11,4% em relação ao mesmo período de 2013, segundo o Banco Central. No fim do ano passado, o crédito crescia a uma taxa de quase 15%.

A desaceleração neste ano, motivada pela alta da taxa básica de juros e pela queda no consumo e nos investimentos, entre outros fatores, levou o governo a anunciar dois pacotes de estímulos nos últimos 30 dias.

Na comparação com o mês anterior, o crescimento do crédito em julho foi de 0,2%, menor taxa desde janeiro (0,1%). O crédito para as empresas recuou 0,1%. Para os consumidores, aumentou 0,5%.

O valor total das operações chegou a R$ 2,84 trilhões (56,1% do PIB). Segundo o BC, apenas os bancos públicos ampliaram sua carteira de financiamentos no mês passado, com avanço de 0,7%. Nas instituições privadas, o saldo de crédito encolheu.

"A carteira com recursos direcionados manteve desempenho expressivo, impulsionada principalmente pelo crédito imobiliário destinado às famílias", diz o BC ao comentar os dados de julho. "O segmento livre, por sua vez, registrou contração em julho, reflexo da menor contratação sazonal pelas empresas e da contenção na demanda de crédito das famílias."

Veículos

Para os consumidores, a única modalidade, entre as mais importantes, cujo saldo encolheu neste ano foi o crédito automotivo (-3,9%). Na comparação mensal, a queda de 0,7% foi a sétima seguida. Esse foi um dos setores contemplados pelos pacotes recentes do governo. Outro setor beneficiados por incentivos foi o imobiliário, cujo saldo cresceu 2,2% no mês passado.

Para as empresas, houve queda no saldo de operações nas linhas mais significativas neste ano, como capital de giro e desconto de duplicatas.

A taxa média de juros para o consumo subiu em julho pelo sétimo mês seguido. O juro do crédito livre para a pessoa física ficou em 43,2% ao ano, novamente a maior para a série histórica com início em março de 2011.

A inadimplência ficou estável para empresas (2%) e consumidores (4,3%). Considerando apenas o crédito livre, houve alta de 0,1 ponto porcentual nos dois indicadores, para 3,5% e 6,6%, respectivamente.

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