Paternidade de Orçamento Participativo é alvo de disputa

Segundo Pimenta, a criação do OP foi uma iniciativa de seu governo, quando eleito prefeito de Belo Horizonte, em 1989

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda e Larissa Arantes |

Depois de ter sido alvo de polêmica durante a pré-campanha, a paternidade do Orçamento Participativo (OP) na capital foi novamente tema de disputa nesta segunda entre os dois principais candidatos ao governo de Minas, Pimenta da Veiga (PSDB) e Fernando Pimentel (PT).  

Nesta segunda, durante encontro com representantes da classe médica, o candidato tucano acusou o PT de “mudar a realidade de fatos passados” e se apropriar de iniciativas de seu partido. “Acho engraçadíssimo o PT. O (ex-presidente) Lula tentou isso algumas vezes, e agora o doutor Pimentel está tentando a mesma coisa”, ironizou o tucano.

Segundo Pimenta, a criação do OP foi uma iniciativa de seu governo, quando eleito prefeito de Belo Horizonte, em 1989. “É só ver a imprensa da época, é só conversar com as pessoas. O Propar (Programa Participativo de Obras Prioritárias) foi o mais difundido na minha gestão. Querer mudar a realidade não fica bem para um candidato”, alfinetou.

O adversário do tucano, Fernando Pimentel, evitou as críticas diretas, mas citou diversas realizações de seu governo no que diz respeito ao programa. “O OP demonstra o sucesso de um modelo de administração. É extremamente interessante, ouvindo as pessoas e decidindo os investimentos. Continua dando certo e continua sendo usado atualmente pela Prefeitura de Belo Horizonte”, afirmou o petista.

Nesta segunda, ele visitou a milésima obra do OP da capital, que foi iniciada em 1999 e concluída em 2008. Ele afirmou que, caso seja eleito, irá criar um projeto semelhante para o Estado. “É perfeitamente possível de fazer (um OP) no governo do Estado, desde que a gente faça de forma regionalizada”, prometeu Pimentel. 

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