Marina pede tempo, mas promete dar explicações nesta terça

Presidenciável disse que partido dará resposta completa

iG Minas Gerais |

Escalado. Vice de Marina, Beto Albuquerque tem centralizado as respostas sobre o acidente aéreo
LUCIANO LEON/RAW IMAGE/ESTADÃO CONTEÚDO - 21.8.2014
Escalado. Vice de Marina, Beto Albuquerque tem centralizado as respostas sobre o acidente aéreo

São Paulo. Candidata do PSB à Presidência da República, a ex-ministra Marina Silva falou pela primeira vez nesta segunda sobre a polêmica que envolve o jato utilizado por Eduardo Campos na quarta-feira, 13 de agosto, dia do acidente que matou o ex-governador de Pernambuco e outras seis pessoas. Segundo a ex-senadora, o PSB está juntando as informações e, até nesta terça, dará as explicações necessárias. Marina pediu tempo para o partido dar uma resposta completa do ponto de vista legal.

A Polícia Federal (PF) investiga o uso da aeronave e a possibilidade de ela ter sido comprada por meio de caixa dois empresarial ou do partido. O avião não aparece na primeira prestação de contas da campanha do PSB.

Em visita à 23ª Bienal do Livro, em São Paulo, Marina disse que, além das explicações legais sobre o uso do jato, o PSB tem a preocupação de que os esclarecimentos sobre as razões do acidente sejam dados. “Queremos que sejam dadas as explicações de acordo com a materialidade dos fatos e, para termos a materialidade dos fatos, é preciso que haja tempo necessário para que essas explicações tenham as devidas bases legais”, disse a presidenciável.

O PSB contratou um escritório de advocacia para cuidar do caso e, até agora, nenhum integrante do partido, nem mesmo Marina, deu explicações claras sobre o assunto.

O candidato a vice de Marina, deputado Beto Albuquerque (RS), é quem tem se escalado desde sexta-feira para responder às questões sobre o jato. Nesta segunda, mais uma vez, Marina apenas assentiu e deu lugar ao vice diante das câmeras. No entanto, acabou questionada pelos jornalistas para que fosse ela quem desse a palavra final.

Compra. A PF apura as condições da compra do jato e de seu uso na campanha do PSB. Avaliada em R$ 18,5 milhões, a aeronave pertence ao grupo A. F. Andrade, que está em recuperação judicial. Em 15 de maio, o empresário João Carlos Lyra de Melo Filho, amigo de Campos, assinou um compromisso de compra do jato e indicou duas empresas para assumir dívidas com o fabricante do avião, a americana Cessna.

Uma delas, a BR Par, é uma empresa de fachada. A outra, a Bandeirantes Companhia de Pneus, foi recusada pela Cessna por falta de capacidade econômica. Segundo a Bandeirantes, não houve fraude na tentativa de compra do avião que caiu.

A empresa já cedeu um outro avião para a candidatura do presidenciável. Foi um Learjet 45, usado por Campos no dia 20 de maio para ir a um evento em Feira de Santana (BA). A informação foi revelada nesta segunda pelo jornal “O Estado de São Paulo”.

Credor

Banco. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião que conduziu Campos à Bahia, em maio pertence ao Bank of Utah Trustee e é operado pela Bandeirantes.

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