Quatro fichas-sujas são candidatos

Mão Santa (PSC-PI), candidato no Piauí, foi cassado em 2001, acusado de abuso de poder econômico

iG Minas Gerais |

São Paulo. Os processados não estão, necessariamente, envolvidos em irregularidades – eles podem ser declarados inocentes no julgamento. Mesmo os condenados, por razões diversas, escapam de restrições impostas na Lei da Ficha Limpa – tecnicamente, portanto, não são considerados fichas-sujas.  

Uma exceção é o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR-DF). Ele foi declarado ficha-suja pelo Tribunal Regional Eleitoral, mas sua defesa recorreu e aguarda julgamento em segunda instância. Arruda é um dos quatro candidatos a governador que já ocuparam o cargo no passado e foram cassados. Ele perdeu o mandato por infidelidade partidária, em um desdobramento do escândalo em que se envolveu ao ser filmado recebendo dinheiro, no caso que ficou conhecido como “Mensalão do DEM”, legenda na qual se abrigava na época.

Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), que tenta voltar a comandar o governo da Paraíba, foi cassado quando ocupava o cargo, em 2009. Ele foi acusado de comprar votos ao distribuir cheques à população como parte de um programa assistencial.

Mão Santa (PSC-PI), candidato no Piauí, foi cassado em 2001, acusado de abuso de poder econômico. O quarto cassado é Marcelo Miranda (PMDB-TO), candidato no Tocantins, que perdeu o cargo de governador em 2009 por compra de votos e abuso de poder econômico. Todos os quatro são alvo de outros processos na Justiça.

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