Candidatos aos governos são alvo de 327 processos

Números são de organização de combate à corrupção

iG Minas Gerais |

Regras. Ex-governador José Roberto Arruda (PR-DF) chegou a ser declarado ficha-suja pelo TRE
ANDRE DUSEK/AGÊNCIA ESTADO/6.5.2010
Regras. Ex-governador José Roberto Arruda (PR-DF) chegou a ser declarado ficha-suja pelo TRE

São Paulo. Quatro a cada dez candidatos a governador nos 26 Estados e no Distrito Federal são alvo de processos na Justiça ou em Tribunais de Contas. Mais de 60 participantes das corridas eleitorais nos Estados brasileiros respondem por 327 ocorrências. Os números foram levantados pelo projeto Quem Quer Virar Excelência, da Transparência Brasil. A organização, cuja principal bandeira é o combate à corrupção, pesquisou em mais de 120 fontes ocorrências na Justiça de todos os candidatos à Presidência e aos governos estaduais.  

O “pente-fino” atingiu ainda todos os que concorrem a uma vaga no Senado e na Câmara dos Deputados pelo Paraná. Os dados estão publicados no site da entidade. Dos processados, mais da metade responde na Justiça por irregularidades referentes ao exercício de função pública. São 249 os processos que se enquadram nessa caracterização, dos quais 170 são por improbidade administrativa ou dano ao erário.

Na definição legal, atos de improbidade administrativa envolvem condutas consideradas inadequadas ao exercício da função pública e podem ser alvo de punição se houver enriquecimento ilícito, lesão ao erário ou violação aos princípios da administração pública.

Em Minas Gerais, dois candidatos são, atualmente, alvos de processos. Fernando Pimentel (PT) é alvo de três ações por improbidade administrativa e duas ações civis públicas movidas pelo Ministério Público. Tarcísio Delgado (PSB) também é alvo de duas ações civis públicas movidas pelo Ministério Público.

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