Fomos escolhidos

iG Minas Gerais |

Deus nos escolheu a despeito de todas as nossas mazelas, de todos os nossos defeitos, de todas as nossas monstruosidades. Ele simplesmente nos escolheu. Às vezes, vou ao supermercado para comprar tomates e, como quase todas as pessoas, escolho um por um, sempre os mais bonitos, segundo a minha avaliação, mas observei que, de vez em quando, um funcionário do supermercado escolhia os tomates podres e os jogavam no lixo. Ele escolheu os tomates que estavam podres, feios e amassados e os jogou no cesto de lixo. Tanto a atitude dessa pessoa como a minha foram distantes das do nosso Deus. Ele não faz assim, Deus não faz discriminação, porque, se Ele fizesse, eu não estaria nesta Terra, e creio que ninguém estaria. Ele não escolhe os mais bonitos ou os mais feios. Deus não faz acepção de pessoas. Como está escrito: “Deus nos escolheu nele antes da fundação do mundo”. Antes que Ele dissesse: “Haja luz”. No plano eterno dEle, nós já tínhamos sido escolhidos, a ponto de Jesus falar: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes” (MT 9.12). Ele não veio chamar os santos, mas chamar os perdidos, aqueles que não são, veio chamar aqueles que reconhecem realmente que são maus. É ilusão alguém achar que é bom para ele mesmo, que é autossuficiente. Ninguém consegue purificar a si mesmo, salvar a si mesmo. Necessitamos do Salvador – foi por isso que Jesus Cristo veio ao mundo. Deus nos escolheu com um propósito: “Para sermos santos e irrepreensíveis perante ele”. Em Roma, recentemente, canonizaram dois papas, mas é tão interessante que na Igreja Batista da Lagoinha todos os dias estamos canonizando o pecador mais miserável, ele recebe a Jesus e, nessa hora, se torna santo. E a festa não acontece nesta Terra, mas no céu. Há pessoas que dizem que na Igreja da Lagoinha não há santos, mas temos quase 60 mil santos, e estamos buscando 10% de Belo Horizonte para serem santos até 2020. Não é um decreto que nos faz santos, mas o sangue de Jesus que nos santifica. Temos dois pais: o que nos gerou e o que nos adotou; e Este é maravilhoso, poderoso e não envelhece, nos ama a despeito de tudo. Deus é o nosso Pai. Por isso, Jesus nos ensinou a orar chamando Deus de Pai, o Pai nosso. É a nossa comunhão, é o nosso relacionamento íntimo com Deus, como Pai. Eu tinha 15 anos quando meu pai faleceu e me recordo das vezes em que ele me tomou no colo. Muitas vezes em casa, Ana Paula chega e senta em meu colo, me abraça e me beija. O André também assim o faz. Outras vezes é a Mariana. Meus filhos gostam do colo do pai, como eu gostava do colo do meu pai. Mas talvez você não tenha o colo de seu pai para se sentar por muitos motivos, porém saiba que incomparavelmente melhor é o colo do nosso Deus. Por causa de algumas frustrações que pode ter tido na vida, você O vê tão distante, e é tão difícil guardar essa verdade, de que Deus é Pai, e o fato de sermos adotados. Mas há um DNA espiritual em nós, pois a Palavra diz que: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”. O que testifica não é o DNA natural, mas o espiritual. Somos filhos de Deus. Muitas vezes, você pode ficar pelos cantos achando que ninguém o ama e não o quer, achando que ninguém se importa com você. Querido, o Senhor o ama da mesma maneira que ama a Jesus, Seu Filho. Você é amado demais, e isso não sou eu que digo, está registrado na Palavra o quanto Deus lhe ama. “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

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