Vereador chama PM para cidadão no plenário da Câmara

Iran Barbosa acusa homem de ameaçá-lo fisicamente

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Tumulto. Iran Barbosa discutiu com cidadãos, com Preto (DEM) e tentou tomar microfone da mesa
DENILTON DIAS /O Tempo
Tumulto. Iran Barbosa discutiu com cidadãos, com Preto (DEM) e tentou tomar microfone da mesa

O que era para ser uma reunião extraordinária terminou em caso de polícia na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Durante a plenária desta segunda, o vereador Iran Barbosa (PMDB) chamou a Polícia Militar para registrar um boletim de ocorrência contra um representante de um movimento social. O parlamentar o acusou de ameaça de agressão física. O envolvido, Gilberto Nascimento, e outras pessoas que estavam com ele acusaram o parlamentar de chamá-los de “vagabundos” e “bandidos”.  

A sessão foi marcada pelo presidente da Casa, Léo Burguês (PTdoB), para destravar a pauta de votação, com matérias de interesse do Executivo, como o desconto para o pagamento de IPTU para inadimplentes, a parceria público-privada no Hospital do Barreiro e o reajuste dos servidores.

Logo no início da reunião, a oposição criticou a falta de informação do Executivo sobre o desconto em multas do IPTU e o Hospital do Barreiro. De acordo com Barbosa, os dois projetos são prejudiciais à cidade. “O desconto no IPTU vai beneficiar apenas as empresas. O cidadão comum não pode pagar 15 anos de IPTU atrasado à vista. O Hospital do Barreiro, que nem está pronto, terá gestão privada. Ou seja, os que vão gerir o hospital serão os mesmos que venderão exames”.

Cerca de 60 pessoas acompanhavam a sessão na galeria pedindo a votação dos projetos. Iran Barbosa, que começou a discutir com elas, se alterou e acusou Gilberto Nascimento de o ameaçar de agressão. O próprio vereador pediu a presença da polícia, que chegou momentos depois. Com a presença da PM, várias pessoas acusaram Barbosa de os chamarem de “bandidos” e “vagabundos”. “Esse vereador chama a gente de bandido e ainda chama a polícia. Ele é que é um bandido”, disse Gilberto Nascimento, que se disse representante de um movimento social, mas não quis identificar qual.

Quando retornou ao plenário, Barbosa e o líder de governo, Preto (DEM), começaram a se desentender. Aos gritos, os dois quase chegaram às vias de fato. Foi necessário que a turma do “deixa disso” separasse os dois. Em outro momento, Barbosa tentou tomar o microfone do presidente da sessão, Wellington Magalhães (PTN).

Barbosa ainda afirmou que as pessoas presentes foram enviadas pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), para pressionar pelo fim da obstrução. Até o fechamento desta edição, nenhum dos projetos havia sido apreciado.

Para votar Plano. A tática do Executivo é fazer sua base vencer pelo cansaço e pela aplicação rigorosa do regimento interno. Como a duração das extraordinárias é menor, diminui a chance de obstrução.

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