Alckmin e Skaf protagonizam embate sobre segurança pública

Governador de São Paulo foi o principal alvo do debate promovido pela imprensa paulista nesta segunda-feira (25)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e seu adversário na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, Paulo Skaf (PMDB), protagonizaram um embate a respeito da segurança pública no debate promovido por Folha de S.Paulo, UOL, SBT e Jovem Pan nesta segunda-feira (25).

"O candidato Skaf fala muito de segurança pública, mas é interessante lembrar que nós assumimos o governo depois do partido dele. A polícia não tinha bala. A taxa de homicídios era de 30 por 100 mil habitantes, hoje é de 10 por 100 mil", disparou o tucano, , em referência à gestão do governador Antônio Fleury Filho (1991-1995). "São Paulo não pode andar pra trás", completou.

Skaf, na primeira oportunidade, replicou: "Eu gostaria de dizer ao governador Geraldo Alckmin que a maior taxa de homicídios foi quando ele foi vice de [Mário] Covas [1995-2001]. A taxa era de 40 por mil habitantes".

A segurança pública, área mal avaliada pela população paulista, tem pautado a discussão na disputa eleitoral do Estado.

Máscaras

Alckmin foi questionado pelo jornalista Fernando Rodrigues se sancionaria lei que proíbe o uso de máscaras em manifestações.

"Nós somos contrários a qualquer tipo de máscara, uma coisa é manifestação outra coisa é violência", disse.

Escolhido como candidato para comentar a resposta, Skaf cobrou de Alckmin resposta taxativa: "Com todo respeito, o senhor não respondeu a pergunta do jornalista? Por que o senhor não sancionou essa lei?".

"Se eu fosse governador, eu sancionava. Quem usa máscara é porque quer fazer coisa errada", completou.

"Já deixei claro que a lei será sancionada. Isso é óbvio", respondeu Alckmin.

Padilha

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, criticou o discurso do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta a reeleição, para justificar a crise de abastecimento no Estado.

Para o tucano, foram feitas as obras necessárias no Estado para conter crise hídrica, porém, a seca recorde superou o esperado.

"Todos sabem que esse é o maior período de seca de São Paulo. Estamos tratando desse problema com obras e conscientização", disse Alckmin, negando o racionamento. Padilha, então, rebateu em tom de ironia. "Governador, o seu discurso não enche a caixa d'água de ninguém. Desde janeiro, Campinas tem corte, Guarulhos tem cortes de água, a Grande SP, a Vila Madalena. Eu serei o governador que vai assumir as responsabilidades. Eu vou entregar as obras", afirmou.

O candidato do PT disse ainda que, se eleito, realizará obras na área de abastecimento de água, incentivará as empresas a economizar a água e protegerá os mananciais.

Saúde

Líder nas pesquisas de intenção de voto, Alckmin foi o principal alvo de críticas dos adversários na corrida eleitoral. O candidato do PT, porém, também não foi poupado. Gilberto Maringoni (PSOL) acusou o ex-ministro de adotar um discurso conservador a respeito da segurança pública em busca de votos no Estado.

Ao se defender, Padilha disse que não se deixará influenciar por diferenças ideológicas para realizar as medidas que considerar necessárias, citando sua experiência no Ministério da Saúde.

"Eu fui buscar os médicos em Cuba, e vou trazer experiências da polícia dos Estados Unidos", disse o petista, em referência ao programa Mais Médicos, implantado durante sua gestão à frente do Ministério da Saúde.

Em sua propaganda no horário eleitoral, Padilha fala que se inspirou em experiências da polícia americana para elaborar seu programa de governo na área da segurança. Além dos dois candidatos, também participam do debate desta segunda Paulo Skaf (PMDB), Gilberto Natalini (PV), Laércio Benko (PHS) e Walter Ciglioni (PRTB).

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