Casal é condenado por contrabando de diamantes, mas segue foragido

Suspeitos foram abordados no Aeroporto de Confins portando pedras preciosas, sem procedência, nas partes íntimas e intestino

iG Minas Gerais | Da Redação |

O Ministério Público Federal de Minas Gerais (MPF/MG) obteve a condenação a três anos e dois meses de prisão um casal de contrabandistas internacionais. Os suspeitos ainda estão foragidos.

Shoshana, cidadã israelense/belga, de 65 anos, e Michel, belga, 60, tentavam embarcar com diamantes em estado bruto sem o Certificado Kimberley ou de qualquer outro documento que atestasse a origem das pedras. O casal foi detido no dia 24 de junho de 2013, no Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Denunciados pelo MPF em julho do ano passado, os réus conseguiram liberdade provisória, fornecendo, como endereço no país, a sede da comunidade judaica em Belo Horizonte. Eles foram condenados a três anos e dois meses de prisão, eles não foram localizados. Na sentença, o magistrado determinou comunicação à Interpol, para que os dois sejam incluídos no cadastro de Procurados Internacionais. A prisão

O casal chamou a atenção da Polícia Federal no setor de imigração do aeroporto por causa do grande número de vezes que eles entraram e saíram do Brasil no período de sete anos: foram 150 viagens, com períodos e locais de estadia sempre idênticos.

Ao levarem Shoshana para revista pessoal, as agentes perceberam que ela estava de absorvente, o que, em razão da idade avançada da acusada, aumentou a desconfiança. Ao examinarem o absorvente, a Polícia Federal encontrou enorme quantidade de diamantes escondidos no invólucro.

No Hospital João XXIII, Shoshana foi submetida a exames de raio-X, tendo sido encontrados diamantes também no ânus da acusada.

Michel Hammel, por sua vez, no dia seguinte à prisão, recusava qualquer alimentação, não aceitando sequer água. Desconfiados, os agentes da PF levaram-no também ao hospital para a realização de exames clínicos, quanto foram encontrados, na cavidade intestinal, dois invólucros contendo diamantes.

As investigações apontaram que o casal mantinha diversos contatos em Israel, Bélgica e Estados Unidos, além de França e Itália. Pelo menos dois desses contatos eram notórios comerciantes de pedras preciosas.

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