Em anúncio da candidatura, Simon ataca Dilma e compara Marina ao papa

Restando apenas 40 dias para a eleição, o gaúcho de 84 anos, abandonou a ideia de aposentadoria e vai assumir a vaga de Beto Albuquerque, que desistiu da candidatura ao Senado

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O senador gaúcho Pedro Simon (PMDB) fez críticas à presidente Dilma Rousseff e disse nesta segunda-feira (25) que decidiu se candidatar novamente ao cargo para ajudar a presidenciável Marina Silva (PSB).

Restando apenas 40 dias para a eleição, Simon, 84, abandonou a ideia de aposentadoria e vai assumir a vaga de Beto Albuquerque, que desistiu da candidatura ao Senado no Rio Grande do Sul para ser o vice na chapa de Marina.

"A grande razão de eu ser candidato ao Senado é ajudar a Marina. Ajudar agora na eleição. E, modéstia à parte, se ela ganhar, sem cargo, sem coisa nenhuma, eu tenho condições de ajudá-la no Congresso", disse.

Ele ainda comparou a presidenciável com o papa Francisco e disse que a candidatura será "uma avalanche".

"Uma pessoa chegou a dizer para mim. Eu sou admirador do papa Francisco, menos como cristão e mais como ser humano, tenho me emocionado com as atitudes dele, com as posições dele. E ele [eleitor], sabendo disso, disse: 'Olha, Simon: o que papa Francisco fez pela Igreja, essa mulher pode fazer pelo Brasil'", afirmou o senador.

Simon, ao anunciar sua decisão, atacou o PT e também o PSDB, do candidato ao Planalto Aécio Neves. Disse que a questão ética é o principal problema do país e que o Brasil, no atual ritmo, terá no futuro "50 partidos e 60 ministérios".

Ao falar sobre sua trajetória e sua participação na oposição ao regime militar (1964-85), disse: "Éramos humilhados, espezinhados. Uns queriam, como o [ex-governador Leonel] Brizola, guerrilha. Outros, voto em branco, guerra civil. Outros queriam, como a nossa presidente atual, sequestro. Queriam tudo que se possa imaginar. Nós dizíamos que não. Não era por medo. Dizíamos que o Brasil não era Cuba, uma coisinha pequena."

Campanha light

Na semana passada, o peemedebista havia descartado rever sua decisão de se aposentar. Ele disse hoje que seu plano para o próximo ano era viajar pelo país ministrando palestras sobre mudanças na política. Pressionado pelo PMDB gaúcho, acabou concordando com a nova candidatura.

Simon contou que havia dito ao partido que seu médico desaconselha a ideia. "Trabalhar noite e dia, dia e noite, isso estou proibido de fazer. O partido está sabendo. No Senado, garanto que vou trabalhar noite e dia. Agora, nestes 40 dias, sair e andar por tudo quanto é canto, não vou poder fazer."

O peemedebista foi um dos responsáveis pela aproximação de Marina ao ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, no ano passado. Ele também articulou o apoio do PMDB gaúcho ao pernambucano.

Com a morte de Campos, os peemedebistas do Rio Grande do Sul se mostravam resistentes ao apoio à ex-senadora. A candidatura de Simon ajuda a unificar o partido no Estado.

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