Estudantes sofrem com insegurança e condições precárias em escola

O lugar foi arrombado nesta madrugada, e alunos relatam que assaltos e atropelamentos são comuns no entorno; escola funciona em um prédio alugado de forma provisória

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Nesta segunda-feira (25), pais de alunos da Escola Estadual Alberto Delpino, localizada na rua Conde de Santana, no Barreiro de Baixo, decidiram fazer uma manifestação na porta da unidade, por causa do alto índice de assaltos e atropelamentos no entorno e das condições precárias da escola, segundo os estudantes.

Segundo a Polícia Militar, na manhã desta segunda, a escola acionou a polícia por volta de 7h, quando os funcionários chegaram e se depararam com o local todo revirado. O portão da garagem e uma janela foram arrombados e os suspeitos levaram diversos alimentos utilizados na merenda dos alunos, como carne, cereais, entre outros, e utensílios de cozinha. Além disso, uma professora teve o armário arrombado.

Os armários da educação física também foram arrombados, mas nada foi levado, já que neles só havia objetos de baixo valor, como bolas e cordas utilizadas nas aulas. O escritório onde ficavam os computadores estava trancado e não foi arrombado. Ninguém foi preso.

Uma aluna da escola, de 18 anos, que não será identificada, disse que a sensação de insegurança no local é frequente. “A escola não tem turno noturno, mas mesmo assim, os assaltos na saída dos alunos da tarde, que saem 17h30, são muito comuns. Eu nunca tive nada roubado, mas vários amigos meus já perderam celulares e tênis na porta da escola. Não tem segurança. Tem até uma companhia da PM perto da escola e de vez enquanto a gente vê algumas viaturas, mas na hora dos assaltos, não tem um militar por perto”, desabafou a aluna do 3º ano do Ensino Médio. A escola tem apenas uma turma de ensino fundamental, e as outras são de ensino médio, fazendo com que a faixa etária predominante na instituição seja de 14 aos 18 anos.

Além disso, a mãe de um aluno da escola, que se mobilizou para organizar a manifestação, informou que o medo dos alunos não é só em relação aos assaltos. “Essa nova instalação da escola está em uma via muito movimentada, e não há sinalização adequada para o fluxo de estudantes. Outro dia mesmo, um motociclista quase atropelou uma aluna aqui na porta”, contou a denunciante, que não terá a identidade divulgada.

Segundo ela, o atual prédio onde funciona a escola tem as condições precárias, inclusive de higiene. “Nessa rua passa um córrego que acaba cortando a cantina da escola, e fica aquele cheiro insuportável na hora da merenda. Tem aluno que prefere nem lanchar na escola, e fica o dia inteiro sem comer, por causa do fedor”, contou a mulher.

A Secretaria Estadual de Educação informou que a escola precisou ser mudada de lugar provisoriamente no primeiro semestre deste ano porque a instalação original foi fechada para reformas. Ela funciona, atualmente, em um prédio alugado, que era o lugar mais conveniente encontrado para colocar a escola provisoriamente, segundo o órgão, já que é perto da antiga instalação e a mudança não iria causar muitos transtornos geográficos para os estudantes.

O órgão informou que irá apurar as denúncias e enviar uma reposta à reportagem. Já a direção da escola preferiu não se pronunciar sobre o caso. 

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