Comida azeda e violência levaram a rebelião no Paraná, dizem parentes

A mulher de um preso, que preferiu não se identificar, afirma que, além de sofrerem agressões dos agentes penitenciários, os detentos recebem alimentação de péssima qualidade

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Familiares de presos que estão acampados nas proximidades da Penitenciária Estadual de Cascavel (a 498 km de Curitiba) afirmam que a rebelião, iniciada na manhã de domingo (24), só foi deflagrada por causa da precariedade das condições em que vivem os detentos.

A mulher de um preso, que preferiu não se identificar, afirma que, além de sofrerem agressões dos agentes penitenciários, os detentos recebem alimentação de péssima qualidade. "Eu já presenciei muitas vezes comida azeda. Eles não têm chuveiro nem material de higiene", afirmou.

O pai de outro detento disse que, além de a comida ser ruim, os presos apanham dos agentes. "Vão transformar isso aqui num novo Carandiru", disse, referindo-se à rebelião na extinta casa de detenção de São Paulo que terminou com 111 mortos, em 1992.

A mulher de um preso, que também não quis dizer seu nome, contou que os agentes nunca permitem que ela entre com material de higiene quando vai visitar o marido. "Não tem sabonete, não tem toalha, não tem nada lá", contou.

Um rapaz que se identificou como Ivan Portela e disse ser ex-presidiário do local contou que muitas vezes apanhou dos agentes por motivos banais. "Cansei de levar tapa na cara. Uma vez eu pedi remédio e acabaram me isolando por isso", contou.

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