Negociações são retomadas, mas rebelião em presídio continua

A rebelião já dura quase 28 horas e tem um saldo de pelo menos quatro detentos mortos, sendo dois deles decapitados pelos amotinados, que se dizem da facção criminosa PCC

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

 A negociações entre autoridades da segurança pública do Paraná e os presos rebelados na Penitenciária Estadual de Cascavel (498 km de Curitiba) foram retomadas no início da manhã desta segunda-feira (25), mas a tensão continua grande no presídio.

A rebelião já dura quase 28 horas e tem um saldo de pelo menos quatro detentos mortos, sendo dois deles decapitados pelos amotinados, que se dizem da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Depois de três rodadas fracassadas, as negociações tinha sido interrompidas na noite deste domingo (24).

Segundo a comissão de direitos humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), 147 presos da ala do seguro - onde estão condenados por crimes como estupro - foram feitos reféns do rebelados. De acordo com a Polícia Militar, os amotinados são ao menos 600 dos 1.040 detentos do presídio.

Pelo menos oito deles foram colocados no telhado da penitenciária de bruços e com as mãos amarradas para trás, cena que se repetiu neste domingo, quando quatro deles foram jogados pelos rebelados de uma distância de 15 metros - dois deles morreram.

De acordo com o advogado Jefferson Makyama, da OAB, o clima está mais calmo hoje em relação a ontem, mas os detentos permanecem com os reféns inclusive dentro do presídio. Entre eles, estão ainda dois agentes penitenciários.

Dezenas de parentes de presos passaram a noite próximo ao presídio. Na manhã desta segunda-feira (25) uma mulher, mãe de um detento, passou mal e foi atendida por uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Os familiares estão se mobilizando e prometem interditar a rodovia BR-277 a partir das 11 horas como forma de protesto pela falta de informações sobre a rebelião.

Na noite deste domingo (24), 145 presos foram transferidos para a PIC (Penitenciária Industrial de Cascavel), vizinho ao local da rebelião, e presídios de Maringá e Francisco Beltrão. A Secretaria de Justiça do Paraná informou que vai transferir mais 700 presos.

A imprensa foi retirada da frente do presídio e não tem mais visão da penitenciária por estar a uma distância de aproximadamente 600 metros do local, às margens da BR-277.

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