Na 13ª redução seguida, mercado prevê alta de 0,70% para o PIB

As cerca de 100 instituições consultadas pelo BC para o Boletim Focus cortaram, pela 13ª semana consecutiva, de 0,79% para 0,70% a estimativa para o crescimento da economia em 2014

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A poucos dias de o IBGE divulgar o resultado das contas nacionais, com as informações sobre o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre, o mercado voltou a reduzir a projeção para o avanço da economia neste ano.

As cerca de 100 instituições consultadas pelo Banco Central para o Boletim Focus cortaram, pela 13ª semana consecutiva, de 0,79% para 0,70% a estimativa para o crescimento da economia em 2014.

Para o ano que vem, as projeções foram mantidas em 1,20% de expansão.

O IBGE divulga nesta sexta-feira (29) os dados do PIB do segundo trimestre e economistas não descartam que mostrem contração sobre os três meses anteriores e até que a economia tenha entrada em recessão técnica - quando há dois trimestres seguidos de contração da atividade.

O mercado financeiro também alterou - nesta leitura, para cima - sua projeção para a inflação de 2014.

O IPCA, a inflação oficial, deve encerrar neste ano com alta de 6,27%, em vez de 6,25% como contemplado no relatório anterior. Com relação a 2015, os analistas consultados pela autoridade monetária preveem inflação de 6,28%, e não de 6,25% como o projetado no documento passado.

Entre as instituições que mais acertam as previsões (Top 5), a expectativa é de que o IPCA tenha alta de 6,27% em 2014, em lugar de 6,32%. Para 2015, ficou inalterada a projeção de inflação em 6,48%.

Para os preços administrados, que vêm sendo um dos principais vilões da inflação neste ano e devem continuar em 2015, as projeções de inflação subiram em 0,05 ponto percentual para este ano, a 5,10%, e continuaram em 7,0% para 2015.

O aumento das tarifas de energia elétrica já pressiona a inflação, principal impacto de alta no IPCA-15 de agosto. Embora tenha desacelerado a 0,14% na base mensal, em 12 meses o índice ficou em 6,49%, permanecendo muito próximo do teto da meta do governo, de 4,5% pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.

Juros

No caso da taxa básica de juros, o mercado manteve a expectativa de Selic a 11% neste ano e elevou de 11,75% para 12% a projeção para o ano que vem. As instituições Top 5 fizeram as mesmas previsões para a Selic, de 11% e 12%, respectivamente.

Para os economistas consultados, o início do ciclo de aperto monetário será em março que vem, com alta de 0,50 ponto percentual, sem alteração sobre a pesquisa anterior.

O mercado ainda manteve a projeção de queda de 1,76% para a produção industrial neste calendário e a de alta de 1,70% para o setor em 2015.

Quanto à taxa de câmbio, a projeção é de dólar a R$ 2,35 no fim de 2014 e a R$ 2,50 no encerramento de 2015, ambas sem alteração.

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