Extraordinárias para tentar acabar com impasse na Câmara

Base do prefeito Marcio Lacerda (PSB) tenta votar e aprovar projetos de interesse do Executivo

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda e Guilherme Reis |

Pedro Patrus reclama que a PBH não fornece dados para a oposição
JOAO GODINHO/ O TEMPO
Pedro Patrus reclama que a PBH não fornece dados para a oposição

Quatro proposições e o desafio de vencer a obstrução da oposição. Esse é o cenário que os vereadores de Belo Horizonte que compõem a base de apoio ao prefeito Marcio Lacerda (PSB) irão enfrentar a partir de hoje na Câmara, data em que ocorre a primeira das 15 reuniões extraordinárias convocadas na Casa com o objetivo de votar projetos de interesse do Executivo.

Os encontros foram marcados na última quinta-feira pela Mesa Diretora e a previsão é de que três reuniões extras ocorram todos os dias, até sexta-feira, para tentar limpar a pauta do plenário. A oposição, responsável por dificultar a análise dos três temas de interesse da prefeitura – a parceria privada para a administração do Hospital do Barreiro, a concessão de descontos para pagamento de dívidas com o município e o reajuste salarial dos servidores – promete continuar dificultando os trabalho.

A estratégia é endurecer o jogo até que o prefeito aceite dialogar sobre temas considerados de interesse dos oposicionistas, entre eles a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para analisar a queda do viaduto Guararapes na capital.

Para o líder da oposição, vereador Pedro Patrus (PT), usar o regimento para dificultar a votação é a melhor estratégia para tentar uma negociação. “A bancada do PT fez pedido de informação há mais de um mês sobre o impacto nos cofres da prefeitura do projeto que trata das dívidas com o município, mas até hoje não houve resposta. Não vamos votar nada no escuro”, afirma. Também de oposição, o vereador Arnaldo Godoy (PT) garante que a ordem é manter a pressão. “A liderança de governo não deixa a gente fazer nem audiência pública”, critica.

O primeiro vice-presidente da Câmara, vereador Wellington Magalhães (PTN), acusa os parlamentares da oposição de usar a obstrução como palanque eleitoral, já que “vários estão em campanha para deputado”. “Querem fazer oposição? Que façam, mas regimentalmente. Não pode transformar a Câmara em circo. Eles estão fazendo campanha dentro da Casa por serem candidatos. Estão deixando de votar projetos importantes para a cidade”, pontuou.

18 dos 41

Candidatos. Os vereadores governista são maioria na Câmara, mas com o clima eleitoral – 18 dos 41 são candidatos – a obstrução tem prevalecido nas últimas 15 reuniões plenárias.

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