Projeto particular foi mantido

Empreendimento planejado por iniciativa privada vai ser feito com verba da União

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

Plano. Segundo Francisco Brasil, projeto foi adaptado para atender demanda de habitações na cidade
LEO FONTES / O TEMPO
Plano. Segundo Francisco Brasil, projeto foi adaptado para atender demanda de habitações na cidade

Uma das principais justificativas apresentadas no processo judicial que obteve a autorização para a reintegração de posse das ocupações na Mata do Isidoro, na região Norte de Belo Horizonte, é a construção de um empreendimento conhecido como “Granja Werneck”, que pretende abrigar mais de 40 mil pessoas. O projeto, que previa a construção de cerca de 17 mil apartamentos para a classe C, começou a ser elaborado em 2008. No entanto, desde 2013, quando a prefeitura, donos do terreno e a Direcional Engenharia – empresa responsável pela obra – acordaram que os edifícios passariam a integrar o Minha Casa, Minha Vida, a Granja Werneck deixou a iniciativa privada e entrou no programa federal.

Toda a estrutura já prevista para a região será mantida, inclusive equipamentos públicos e áreas verdes. Segundo o engenheiro Francisco Brasil, responsável pelo projeto, foi feita apenas uma adaptação para as exigências do Minha Casa, Minha Vida. “Fizemos pequenas adequações no projeto, já que a concepção foi mantida. A diferença é que tínhamos lotes um pouco maiores e prédios mais altos. Os prédios poderiam ter elevadores, mas dentro do programa esses equipamentos não são permitidos por causa (do custo) da manutenção posterior”, explica.

A mudança na concepção do bairro, de acordo com Brasil, surgiu em agosto de 2013, quando a empresa recebeu proposta da prefeitura para investir no Minha Casa, Minha Vida. “Quando fomos procurados, houve uma troca de ideias. (O empreendimento) foi uma forma de atender a demanda de quase 30% do déficit habitacional de 62 mil moradias na faixa I (zero a três salários mínimos) apresentado pela prefeitura”, diz.

Reintegração. A empresa depende da saída dos moradores das ocupações Rosa Leão, Vitória e Esperança para assinar o contrato e retirar a verba da Caixa Econômica Federal destinada à construção dos prédios.

“Estou ansioso. O contrato pode caducar se a reintegração não sair. É uma das cláusulas do texto.” Francisco Brasil - engenheiro responsável pelo projeto da granja werneck

Área

Projeto. A Direcional informou que vai usar os 3,5 milhões de m² do terreno no empreendimento e descarta negociar os 17% da área ocupada – 600 mil m²) com os atuais moradores.

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