PMDB decide segunda-feira punição para os dissidentes

Integrantes da Executiva estadual se encontram para analisar situação com base no estatuto

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda e Larissa Arantes |

Getúlio Neiva, que apoia os tucanos, não acredita em penalidades
Vinícius Rêgo/Diário de Teófilo Otoni
Getúlio Neiva, que apoia os tucanos, não acredita em penalidades

A executiva do PMDB de Minas vai se reunir na próxima segunda-feira para discutir o caso dos dissidentes do partido que oficializaram, anteontem, apoio ao candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, como mostrou reportagem de O TEMPO na última quarta-feira. Um dos principais casos de “traição” ao nome do partido no Estado, Fernando Pimentel (PT), é o do prefeito de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, Getúlio Neiva, mas, segundo relatos de peemedebistas, ao menos 20 prefeitos e vice-prefeitos irão anunciar a mudança de lado.

Na última quarta-feira, o presidente estadual do partido e candidato a vice-governador, Antônio Andrade, anunciou que poderá haver punição e que a reunião foi pedida pelos integrantes da executiva que pretendem analisar o que diz o estatuto da legenda sobre esse tipo de caso. “Não são muitos. Um único caso foi denunciado e pode haver deserção”, ressaltou o peemedebista.

Na quarta-feira, Pimentel também comentou as baixas na campanha e aproveitou para criticar o adversário tucano. “Acho que isso é a antipolítica mineira. É um pouco de desespero do adversário vendo que a nossa campanha cresce. Eu não me preocupo com isso. O PMDB está do nosso lado”, declarou, citando em seguida o encontro da executiva estadual da sigla para discutir eventuais punições.

A convocação feita pelos integrantes do PMDB foi uma resposta ao evento de oficialização do apoio de alguns peemedebistas a Pimenta da Veiga, ocorrido na última quinta-feira. O ato aconteceu a portas fechadas no hotel San Diego e sem a presença de Pimenta da Veiga. Apenas o candidato a vice da chapa, Dinis Pinheiro (PP), compareceu.

O encontro público, com a participação da imprensa, foi adiado por causa da morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB), que também motivou a ausência de Pimenta na primeira reunião. A assessoria da campanha tucana informou que ainda não há uma data confirmada para o anúncio oficial. Pimenta não quis comentar a adesão dos peemedebistas.

Avaliação. O presidente do PSDB de Minas, deputado Marcus Pestana, disse que o partido vai “aguardar” os próximos passos do PMDB, mas garante que os tucanos serão “solidários”. “Houve uma frustração enorme entre os prefeitos com a decisão do PMDB (de caminhar com o PT nas eleições)”, destacou.

Pestana ressalta ainda que a situação é “natural”, porque o PMDB “sempre foi bem acolhido” pelo PSDB.

Lei eleitoral

Punição. De acordo com o PMDB, os dissidentes podem ter desrespeitado a resolução número 2 de 2014 da Justiça Eleitoral, que trata da fidelidade partidária nas eleições e, por isso, podem ser punidos.

O que dizem

“Um único caso foi denunciado e pode haver deserção. A Executiva vai analisar.”

Antônio Andrade - Presidente do PMDB de Minas

“Esses prefeitos sempre foram muito bem acolhidos no nosso governo. É natural.”

Marcus Pestana - Presidente do PSDB de Minas

“Temos o apoio do presidente do PMDB. Não me preocupo.”

Fernando Pimentel - Candidato do PT ao governo de Minas

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