Rejeição de colegas é reduzida

Profissional brasileira que não apoiava programa mudou de opinião após ver atendimento mais ágil

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi |


Reforço em quadro de funcionários de unidade de saúde de Sete Lagoas agilizou marcação de consultas
Lincon Zarbietti / O Tempo
Reforço em quadro de funcionários de unidade de saúde de Sete Lagoas agilizou marcação de consultas

Um ano depois do lançamento do Mais Médicos, profissionais brasileiros que antes repudiavam o programa do governo federal – especialmente pela contratação de estrangeiros – hoje reconhecem benefícios e já identificam melhorias na saúde da população. Em alguns municípios, o receio de perder o posto de trabalho para um médico cubano deu lugar à união de esforços para oferecer mais humanização no atendimento. Para as prefeituras, por outro lado, a chegada dos estrangeiros foi a solução para o desafio de fixar profissionais em regiões interioranas e por vezes relegadas.

Quem mudou de opinião conta que, na prática, o dia a dia de trabalho ficou melhor. Médica de uma equipe de saúde da família em Santa Luzia, na região metropolitana, Ana Paola Moura de Carvalho e Perdigão, 34, conta que temia perder sua vaga na Unidade Básica de Saúde Santa Rita com a chegada do Mais Médicos à cidade.

“Eu era uma das críticas do programa. Quando os cubanos vieram, fiquei desesperada, pensando que seria mandada embora. Mas quando senti na pele o que aquela vinda representava, vi que não teve nada melhor”, diz.

A médica conta que, antes da chegada do colega Edgardo Lavañino, 39, atendia sozinha uma área com 22 mil pessoas, o que gerava sobrecarga de trabalho e esperas de até oito horas para os pacientes. Desde o fim do ano passado, porém, a situação mudou.

“No fim, todo mundo saiu ganhando. Para a prefeitura, foi uma economia enorme. Para os pacientes, mais rapidez no atendimento. Para mim, desafogou a demanda”, afirma. “Hoje vejo que o programa é interessante e tem conseguido atender a população em sua demanda mais carente”.

Economia. Os municípios, por sua vez, celebram a chegada dos médicos pela possibilidade de, enfim, completarem as equipes multiprofissionais nos postos de saúde e ainda economizarem, já que os salários dos médicos são pagos pelo governo federal. Segundo as prefeituras, a economia possibilita novos investimentos em saúde.

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