Profissionais estão adaptados e aprovam programa federal

Um ano após chegada, cubanos afirmam estar orgulhosos da melhoria na saúde da população

iG Minas Gerais | Luiza Muzzi |

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No dia 8 de julho de 2013, a presidente Dilma Rousseff lançou o programa Mais Médicos afirmando que, “assim como não se faz a educação sem professores, não se faz também a saúde pública de qualidade sem os profissionais”. Hoje, exatamente um ano após a chegada dos primeiros médicos estrangeiros trazidos pelo projeto do governo federal, equipes de saúde da família e pacientes comemoram as melhorias e os resultados que vieram junto com os 14,4 mil novos doutores, que foram espalhados por 3.700 municípios de todo o Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, 12 meses após a chegada dos primeiros profissionais, 100% da demanda apresentada pelos municípios que aderiram ao programa foi suprida. Em Minas, o número de pessoas atendidas atingiu a marca dos 4,2 milhões.

Embora ainda cobrem mais infraestrutura e menos espera para os atendimentos, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) consideram a chegada do Mais Médicos um grande avanço. Os profissionais estrangeiros, por sua vez, já estão adaptados ao Brasil e dizem ter orgulho do trabalho feito nas unidades de saúde e nas casas que visitam.

É o caso da médica cubana Bertha Aguilar Varona, 46, que, desde o fim do ano passado, atende uma comunidade de 3.000 pessoas em Sete Lagoas, na região Central do Estado. “Sou muito feliz aqui. As pessoas são muito cordiais e nos acolheram bem”, diz a médica entre sorrisos.

Na Unidade Básica de Saúde Newton Fernandino, no bairro Belo Vale, Bertha conta que, nos últimos meses, muitos pacientes melhoraram seus hábitos alimentares, o que tem refletido na melhoria da saúde e da qualidade de vida das pessoas. “Penso que a atenção médica muda o comportamento do paciente. Às vezes, o paciente adoece, mas o que ele mais precisa é de atenção afetiva. Então, tento fazer o meu melhor”.

A alguns quilômetros dali, em Santa Luzia, na região metropolitana da capital, o médico cubano Edgardo Quiroga Lavañino, 39, também relata, satisfeito, os resultados alcançados após quase um ano de trabalho.

“Houve um pouco de resistência no começo. Pela dificuldade na língua, alguns pacientes pensavam que eu não tinha conhecimento da profissão. Mas, agora, todos têm confiança no meu trabalho”, comemora. “O melhor é que já vemos pessoas mudando estilos de vida e aprendendo a eliminar fatores de risco”, completa.

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