E o beijo virou a arma da paz...

Fotógrafo argentino clica casais e famílias pelo ideal de mais amor e paz na vida

iG Minas Gerais | Aline Reskalla |

Um retrato da paixão, em Amsterdã, na Holanda
fotos ignacio lehmann/divulgação
Um retrato da paixão, em Amsterdã, na Holanda

Está mais do que comprovado que beijar traz benefícios incríveis ao corpo, como o aumento da produção dos hormônios do amor (ocitocina) e do prazer (dopamina) e a aceleração do metabolismo. Foi pensando no poder do beijo que o fotógrafo argentino Ignacio Lehmann, 31, decidiu lançar o movimento “100worldkisses”, que o levou a algumas das principais capitais do mundo para registrar os mais diversos tipos de beijo, desde aqueles de tirar o fôlego aos mais meigos.

Em entrevista a O TEMPO, Lehmann contou que a ideia surgiu há dois anos, quando estava em Nova Iorque e queria fazer “algo que o fizesse se sentir melhor ao mesmo tempo em que se expressava”. Ele também queria capturar a beleza e a diversidade cultural das cidades por onde passava, passando uma mensagem de amor e paz ao registrar esse ato milenar que é o beijo – diz a lenda que surgiu na Índia, por volta de 2.500 anos antes de Cristo.

A ideia bombou na internet, e a página “100kissesworld” tem hoje mais de 300 mil seguidores. Com a repercussão inesperada do projeto, ele se tornou atração nas principais redes de televisão e jornais, como CNN, ABC News, Times of India, Glamour, People, La Stampa, La Republica e El Mundo.

Algumas das cidades visitadas foram Londres, Nova York, Tokio, Paris, Cidade do México, Hiroshima, Barcelona, Berlin, Roma, Bogotá, Venice, Kyoto e Amsterdam. Em 2015, Lehmann pretende publicar o primeiro livro com fotos e histórias do projeto.

O Brasil não fez parte do roteiro, mas ele garante que vem se for convidado. “Espero ter a chance um dia. Tenho certeza de que serão beijos apaixonantes”. Perguntado se, além de fotografar, ele beija muito, a resposta foi: “Às vezes, todo mundo precisa beijar. O beijo tem um poder enorme porque vivemos em uma sociedade violenta e um mundo caótico. Representa tranquilidade e amor. Precisamos celebrá-lo”.

A psicóloga Liliane Mitre concorda. Segundo ela, na correria do dia a dia, as pessoas deixam o tempo passar sem aproveitar as pessoas que amam e esquecem o afeto. “Em consultório a gente vê muito isso. As pessoas estão deprimidas, irritadas, o nível de ansiedade e estresse na era do ter é enorme”. Nesse contexto, afirma, o valor do toque tem uma importância enorme para resgatar a paz interior. “Beijo é entrega, é afeto”, afirma.

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